14 de Maio de 2017

Depressão e Incontinência Urinária

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Pessoas com incontinência urinária, condição duas vezes mais comum entre mulheres do que em homens, já carregam junto com essa disfunção uma série de outros incômodos e problemas. Entre eles, o medo de que o cheiro do escape de urina seja percebido pelos outros ao redor; o receio de que o uso de absorventes seja perceptível por baixo da roupa; e o incômodo com a frequente troca do mesmo.

O peso psicológico da incontinência é tão grande que pode levar ao isolamento social e, consequentemente, à depressão. “O risco de depressão varia entre 20% a 30% entre mulheres com incontinência urinária”, diz o urologista Carlos Henrique Belucci, coordenador-geral do Departamento de Urologia Feminina e Uro-Neurologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). O médico cita um estudo australiano feito com mais de 3 mil mulheres, das quais 30% tinham incontinência urinária.

Entre essas, o desejo de abandonar o trabalho era três vezes mais comum entre aquelas com incontinência urinária grave. “Isso mostra de fato que existe isolamento social a ponto de interferir na vida laboral”, afirma o especialista.Uma revisão de estudos com população com incontinência urinária, publicado há um ano no European Medical Journal, aponta que a relação desse problema com a depressão é muito comum nos artigos analisados. Em um deles, das pessoas que se autodeclararam com incontinência, 20,5% tiveram alta pontuação na escala de avaliação de cuidados primários para pacientes com desordens mentais (PRIME-MD PHQ Scale).

Outro estudo mostrou que as pessoas com incontinência urinária tinham depressão em uma proporção de 1,6 vezes mais que aquelas sem incontinência. Além da questão da qualidade de vida, alguns estudos iniciais com animais fazem uma associação bioquímica entre a incontinência e a depressão. Pessoas com baixa em alguns neurotransmissores no sistema nervoso central, como serotonina e noroadrenalina, teriam maior probabilidade de depressão e aumento na frequência urinária devido a hiperatividade da bexiga.

Incontinência tem tratamento o que os médicos sabem com certeza é que o sofrimento e a baixa qualidade de vida em torno da incontinência urinária não são necessários. “Não há motivo para sofrer com perda de urina hoje em dia, pois há inúmeros tratamentos para tratar todo e qualquer tipo de incontinência”, afirma Belucci.Reabilitação com exercícios do assoalho pélvico, medicamentos, até uma série de técnicas cirúrgicas estão disponíveis para os pacientes com incontinência.

“Os pacientes acreditam que incontinência urinária faz parte do envelhecimento, mas isso é um mito”, diz. Uma pesquisa realizada no Brasil apontou que mais de 50% das mulheres com incontinência urinária não comunicaram nenhum médico sobre o problema. Por isso, uma das principais barreiras a serem vencidas é a vergonha de contar ao profissional de saúde sobre a questão. Assim, a primeira providência a ser tomada é tratar a incontinência. No entanto, o familiar ou cuidador de um idoso com incontinência pode ficar atento aos sinais mais evidentes de depressão, que podem ser físicos, cognitivos e emocionais.

Saiba quais são alguns deles:Insônia ou dificuldade para dormirPerda de apetiteVariação de humor súbita e frequenteIsolamento socialSofrimento por antecipaçãoCansaço frequenteDificuldade de concentraçãoDificuldade de planejamento e de resolver problemasFalta de esperança e de entusiasmoAnsiedadeDores de cabeça, no estômago ou no peito Além disso, as preocupações como o receio de ficar molhado por eventuais vazamentos, ou o incômodo com o cheiro de urina, podem ser minimizadas pela seleção de protetores absorventes específicos para incontinência urinária, com alta capacidade de absorção e retenção da urina, e com tecnologia para neutralizar odores.

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