30 de Setembro de 2016

Em quais casos de incontinência urinária a cirurgia é indicada?

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Ainda não há estudos que abranjam a população brasileira a respeito da prevalência da incontinência urinária entre os idosos. Segundo a Sociedade Internacional de Incontinência (ICS), a preferência de tratamento segundo os especialistas é o método conservador. Isso significa tentar resolver a incontinência com o uso de medicamentos e reabilitação do trato urinário, que inclui exercícios do assoalho pélvico e modificações comportamentais. No entanto, em alguns casos, a cirurgia já pode ser a primeira indicação. 
Em fases leves a moderadas de incontinência de urgência, de esforço ou mista, o tratamento deve ser medicamentoso e com exercícios para fortalecer o músculo do assoalho pélvico. Nos casos de incontinência de urgência grave, ele destaca a aplicação de toxina botulínica na bexiga ou a colocação de uma espécie de marcapasso, chamado neuromodulador, que auxilia no controle do trato urinário. Já para pacientes com incontinência  de esforço grave, o recomendável, na maioria dos casos, é o uso de um sling, espécie de cinta que sustenta a uretra, ou ainda a colocação de um esfíncter artificial, que funciona como um aparelho de pressão que envolve o canal da urina.
Embora todos esses métodos já tenham segurança comprovada, qualquer que seja o procedimento cirúrgico é necessário que o médico faça uma avaliação muito individualizada do paciente. No caso da aplicação da toxina botulínica, o paciente pode apresentar alguma retenção urinária após o procedimento e necessitar, dessa maneira, de sondas na bexiga até que ela volte a funcionar normalmente.
Em geral, o indicado é esperar um período de um ano pós-cirurgia para só então ser considerada a intervenção cirúrgica de correção da incontinência. A perda involuntária de urina não costuma ser bem tolerada pelos homens após a cirurgia. Em casos bem selecionados, a correção pode ser indicada antes de um ano para aliviar o desconforto pessoal e social que a incontinência pode causar.
Reabilitação
A reabilitação do trato urinário pode ser indicada em homens e mulheres inclusive de forma preventiva para fortalecimento do assoalho pélvico e a perda urinária acontece após pequenos esforços como tosse, exercícios físicos e, em casos mais graves, no movimento de levantar-se de uma cadeira, por exemplo. Esse tipo está relacionado à perda da força de contração dos músculos de sustentação do períneo.
Nas mulheres, isso pode ocorrer em virtude das múltiplas gestações e partos normais, bem como alterações hormonais durante o envelhecimento feminino. Nos homens, é uma possível consequência, normalmente passageira, do tratamento cirúrgico para câncer de próstata, que muitas vezes é passageira. 


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