23 de Setembro de 2016

O que é a Cidade Amiga do Idoso?

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Desde 2008, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem certificado municípios que adaptam suas estruturas e serviços para que sejam acessíveis a idosos e promovam a inclusão dessa faixa da população. O reconhecimento “Cidade Amiga do Idoso” é dado pela OMS para as cidades que estimulam o envelhecimento ativo ao otimizar oportunidades para saúde, participação e segurança, a fim de aumentar a qualidade de vida no envelhecimento, levando em conta as diferentes necessidades e capacidades do idoso.“Essa definição de envelhecimento ativo que a OMS trabalha inclui esses pilares – saúde, participação e segurança, porque reconhece que um envelhecimento ativo requer que o idoso tenha a oportunidade de participar da vida da cidade, das atividades do bairro, da vida política, seja ouvido por sua família e tenha seus direitos respeitados”, explica Claudia Fló, fisioterapeuta especialista em Gerontologia e coordenadora da Área Técnica de Saúde do Idoso da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

A ideia da Cidade Amiga do Idoso teve início no 18º Congresso Mundial de Gerontologia, no Rio de Janeiro, em 2005. Três anos depois, foi lançado internacionalmente um manual (com uma versão disponível em português) que detalha o que os munícipios devem fazer para conseguir o reconhecimento. A primeira atitude é formar grupos de idosos para que a opinião deles seja ouvida a fim de atender suas necessidades.

A lista de providências a serem tomadas para que uma cidade seja mais amigável aos idosos inclui desde o silêncio na madrugada – para que as horas de sono sejam respeitadas –, a acessibilidade nas calçadas, prédios públicos e a criação de áreas verdes de descanso, até itens sobre comportamento respeitoso e inclusão social.

O conceito de Cidade Amiga do Idoso tem sido trabalhado não só por municípios, como também estados – São Paulo foi o primeiro deles – e mesmo bairros. O reconhecimento pela OMS, no entanto, depende de uma candidatura da cidade, enviando a descrição dos projetos para esse órgão. Por esse motivo, no Brasil, apenas Porto Alegre já obteve oficialmente o reconhecimento, em outubro de 2015, ainda que outras cidades e estados desenvolvam projetos e programas dentro do conceito proposto pela Organização. A capital gaúcha é apenas a terceira cidade da América Latina a receber a denominação (depois de Victoria, no Chile, e La Plata, na Argentina).

O trabalho de São PauloA primeira iniciativa na capital paulista foi em 2009, com a criação do projeto Bairro Amigo do Idoso, na Vila Clementino, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, ao Conselho Municipal do Idoso e a outras instituições. Esse foi o pontapé inicial para que o programa se desenvolvesse, crescesse e agregasse novos bairros. Em 2012, São Paulo criou o selo Amigo do Idoso para municípios que desenvolvem ações que favoreçam o idoso.

Para receber o selo, é preciso, a princípio, desenvolver sete ações. A primeira, criar o Conselho Municipal do Idoso e a inclusão, nos planos municipais de saúde e de assistência social, de ações que garantam os direitos dessa população. A partir daí, o município tem dois anos para criar outras seis: cadastrar os idosos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais, do Governo Federal), nas Unidades Básicas de Saúde e criar programa de qualificação e formação dos funcionários envolvidos com transporte público. Além dessas três obrigatórias, outras três são eletivas, dentro de 30 itens sugeridos pela Secretaria estadual.

Conheça a cartilha do Selo Amigo do Idoso aqui Embora o selo Amigo do Idoso de São Paulo esteja de acordo com as diretrizes da OMS, além dos três pilares (saúde, segurança e participação), considerados pela organização internacional como essenciais ao envelhecimento ativo, foi acrescentado um quarto, o da educação.

Nesse sentido, são incentivadas ações como: promover capacitação de profissionais de saúde para o conhecimento geriátrico e gerontológico; implementar políticas e ações para diminuição do índice de analfabetismo local em idosos; desenvolver plano de ação continuada para requalificação profissional do idoso, entre outras.

Conheça os tópicos a serem trabalhados em uma Cidade Amiga do Idoso, segundo a Organização Mundial de Saúde:• Espaços abertos e prédios• Transporte• Moradia• Participação social• Respeito e inclusão social• Participação cívica e emprego• Comunicação e informação• Apoio comunitário e serviços de saúde

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