21 de Janeiro de 2017

Recolocação profissional na terceira idade

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O país tem vivido uma intensa discussão sobre a questão previdenciária. Enquanto se discute a idade para aposentadoria, muitos idosos têm tentado voltar ao mercado de trabalho – seja por uma questão econômica ou por querer sentir-se “na ativa”.“Tem muita gente com mais de 50 e 60 anos tentando se manter no mercado e outros querendo voltar, porque a crise econômica se acentuou e as pessoas não têm conseguido manter o padrão de vida com o que recebem na aposentadoria”, diz Mórris Litvak, fundador da MaturiJobs, agência de emprego virtual na qual empresas publicam suas vagas para profissionais acima dos 50 anos.

Qualquer que seja a motivação do idoso que quer se recolocar no mercado de trabalho – financeira ou por projeto pessoal – é preciso buscar conhecimento para uma nova realidade do mundo profissional.“Muitos idosos têm ainda a mentalidade de que trabalho é sinônimo de CLT. No entanto, os vínculos trabalhistas hoje são muito diferentes”, afirma Denise Mazzaferro, sócia da Angatu IDH, consultoria em programas de pós-carreira. Ela diz que a primeira coisa que os profissionais na terceira idade precisam entender é que, embora a CLT (consolidação das leis do trabalho, termo usado como sinônimo para emprego com carteira de trabalho assinada) seja cada vez mais rara, há muito trabalho como prestador de serviço.

“Temos de nos preparar para deixar de ser empregados, mas continuarmos empregáveis”, diz.Fugir da tecnologia é impossível, por isso é recomendável buscar conhecimento nessa área, como acessar e-mail e saber usar os softwares básicos no computador para navegar na internet, escrever e ler e-mails, redigir textos e fazer tabelas simples. Esses são os conhecimentos mais exigidos nas vagas publicadas no MaturiJobs. Além disso, a experiência de vida tem contado cada vez mais para as empresas. Por isso, valorize suas conquistas pessoais e sua maturidade. “As empresas muitas vezes querem encontrar pessoas com jogo de cintura, que saibam lidar com o público, que sejam pacientes, e que tenham comprometimento e responsabilidade”, explica Litvak.Nem todas as vagas exigem experiência prévia no setor de atuação. “Em áreas administrativas, a experiência conta, mas em outros casos, não”, afirma o especialista. Segundo Litvak, as vagas são mais abundantes na área comercial, vendas e atendimento a clientes.

Em seguida, estão oportunidades em administração, finanças, contabilidade e gestão de projetos.Ainda que a volta ao mercado de trabalho seja por motivos financeiros, Denise afirma que é essencial que o profissional busque um propósito maior. “Qualquer que seja a atividade, ela tem que fazer sentido para o profissional, para que seja uma fonte de prazer e bem-estar, já que é uma segunda carreira, um recomeço”, avalia. Como permanecer “empregável” – dicas de Denise MazzaferroTer conectividade – Estar capacitado para o uso da tecnologiaTer mobilidade – Além da mobilidade física, é estar disponível e preparado para trabalhar de qualquer lugar, em uma cafeteria com o computador ou smartphone conectado à internetSaber o que oferecer – A economia compartilhada tem crescido e muita gente ganha dinheiro dirigindo o próprio carro ou alugando um quarto em casa. Boas ideias e disponibilidade sempre são bem-vindas. EmpreendedorismoCom a aposentadoria, é comum que o idoso pense em abrir seu próprio negócio.

Pode ser uma ótima ideia, segundo os especialistas entrevistados, mas também pode ser uma decisão muito perigosa.“Muitos dos nossos clientes têm o empreendedorismo como primeira opção para a aposentadoria, e a maioria acredita que comprando uma franquia o negócio é mais garantido. Não é”, diz Denise. O problema acontece porque muitos não se preparam para tocar o negócio próprio. Outra questão diz respeito ao dinheiro aplicado para abertura do empreendimento. “A maioria não poupou para isso e usa toda sua reserva financeira no negócio. É perigoso e assustador”.Segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), 50% dos empreendimentos abertos atualmente no país são por necessidade. A outra metade, por oportunidade. A taxa de mortalidade das empresas brasileiras nos dois primeiros anos de atuação fica em torno de 30%, índice considerado bastante alto no setor.

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