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Um em cada quatro homens acima de 40 anos* sofre com incontinência urinária, e saber o motivo e o tipo de escape urinário pode ajudá-lo a encontrar o tratamento e a ajuda certos para ter mais qualidade de vida.


As causas da incontinência urinária

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A causa mais frequente da ocorrência de incontinência no homem é a obstrução da uretra como resultado de uma Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). Mas é importante levar em conta outras possíveis causas de incontinência que produzem perdas involuntárias de urina:

  • câncer de próstata;
  • estreitamento uretral;
  • contração do colo vesical;
  • câncer da bexiga;
  • disfunção neurogênica da bexiga;
  • massas pélvicas;
  • infecção do trato urinário;
  • medicação com efeito diurético, que aumenta os escapes de urina;
  • enfraquecimento dos músculos do pavimento pélvico devido a uma cirurgia na próstata ou aumento de peso (volume do abdômen);
  • alterações no tamanho da próstata; e
  • diabetes ou doenças neurodegenerativas que afetam o sistema nervoso e que dificultam a comunicação do corpo com o cérebro (Parkinson, Alzheimer, Espinha Bífida, Esclerose Múltipla ou danos cerebrais).

Os tipos de incontinência urinária.

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Incontinência urinária de esforço

Está relacionada com esforços como tossir, espirrar, saltar ou erguer coisas pesadas. Esse esforço causa pressão sobre a bexiga, que aumenta, e os músculos do pavimento pélvico não conseguem ficar suficientemente contraídos para reter a urina. Esse é o tipo mais frequente de problemas urinários nas mulheres, principalmente durante atividades físicas.

Incontinência de urgência

Também conhecida por bexiga hiperativa, é a vontade súbita, forte e urgente de urinar, causando a perda involuntária de urina. Geralmente, a frequência urinária aumenta e a eliminação acontece em pequenas quantidades.

Incontinência urinária mista

É a combinação da incontinência urinária de esforço e a incontinência urinária de urgência. Algumas vezes a pessoa sofre escapes de urina ao rir, tossir, levantar peso etc. Em outros momentos, vêm a urgência e o aumento na frequência urinária.

Incontinência por transbordamento

Está relacionada com um transtorno na fase de evacuação da bexiga, onde ocorre uma acumulação de grandes volumes de urina, ocasionando aumento da pressão sobre o colo da bexiga, que acaba por vencer a resistência da uretra gerando gotejamento de urina.

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Prevenção

O enfraquecimento dos músculos do pavimento pélvico, independentemente da razão, é o principal motivo da incontinência urinária.

Por isso, a melhor maneira de prevenir a incontinência é evitar o desgaste desses músculos e fortalecê-los. Veja como fazer:


1) Perca peso

O peso da gordura abdominal aumenta a pressão sobre a pelve distendendo a musculatura do assoalho pélvico e prejudicando o seu funcionamento.

2) Mantenha a postura

A coluna vertebral também é sustentada pelos músculos do pavimento pélvico. Dessa forma, a estabilização da coluna ajuda a manter os músculos no lugar.

3) Evite o cigarro

O cigarro aumenta a produção de muco e irrita as células pulmonares, causando tosse crônica nos fumantes. Ao tossir, a pressão intra-abdominal aumenta, forçando os músculos do pavimento pélvico. Ao longo dos anos, isso causa desgaste nessa região.

4) Pratique esportes de baixo impacto

Corridas e saltos a distância geram um grande impacto sobre a musculatura pélvica, principalmente quando praticados em nível profissional. Então, na hora de escolher um esporte, procure algo de baixo impacto como a natação.

5) Consuma alimentos ricos em fibras.

A constipação intestinal deixa o intestino carregado e aumenta a pressão sobre a musculatura pélvica. Se constante, esse quadro pode desgastar os músculos do pavimento pélvico. Por isso, consuma fibras para o bom funcionamento do intestino. Elas estão presentes em grande quantidade nos vegetais, nas frutas e nos cereais integrais.


Cuidados

Quem já tem incontinência urinária pode contar com uma série de cuidados e tratamentos que visam diminuir os escapes de urina ou reverter o enfraquecimento do músculo pélvico. Além de tratamento médico e fisioterapêutico, é possível fazer exercícios em casa que podem ajudar no aumento do controle da bexiga, deixar corpo e mente mais fortes, reduzir os níveis de estresse e melhorar a vida sexual.

Leia o passo a passo a seguir:

  • Contrair os músculos certos ajuda a fortalecer o pavimento pélvico. Mas, antes de começar, é preciso descobrir os músculos corretos. A forma mais fácil é contraindo os mesmos músculos que utiliza quando está tentando segurar gases.
  • Contraia e mantenha os músculos contraídos de 1 a 2 segundos. Depois solte, aguarde 10 segundos e volte a contrair. O exercício deve ser repetido 10 vezes. Tente não contrair as nádegas, as coxas ou o estômago enquanto estiver fazendo o exercício.
  • Ao final da série anterior, volte a contrair os músculos pélvicos. Mas, dessa vez, contraia por 10 segundos e solte por 20 segundos. Repita 10 vezes.
  • Se conseguir, contraia também os músculos do abdômen enquanto pratica o exercício anterior.

Quando estiver acostumado com os exercícios anteriores, experimente fazer contrações fortes e rápidas dos músculos do pavimento pélvico – o mais forte que puder – e, em seguida, descontraia rapidamente. Repita até 10 vezes.

Importante lembrar que é preciso repetir os exercícios diariamente, por algumas semanas, para notar melhorias.

Veja como é fácil fazer os exercícios a qualquer hora e lugar. Clique Aqui.


Controle da bexiga

Outra forma de recuperar o controle da bexiga é agendar suas idas ao banheiro e registrar a quantidade de líquido ingerida. Por exemplo: se beber um litro e meio de água por dia, é normal ir ao banheiro até oito vezes por dia.

Você não está sozinho. E conhecer histórias de outros homens com incontinência urinária pode fazê-lo entender melhor suas condições e procurar tratamento.


TER QUE IR AO BANHEIRO DE MEIA EM MEIA HORA. É NORMAL?

Manuel, 42

No início, eu tinha explicações racionais. Tinha bebido muito café. Tinha bebido umas cervejas na noite anterior. Estava muito frio lá fora. Mas quando também comecei a ter incontinência urinária depois de ir ao banheiro, ficou óbvio que tinha de abordar esta questão de forma prática.

Não faço ideia de quando começou. Devo ter estado em negação durante algum tempo. Nunca me passou pela cabeça. E quando passou, continuei a negar. Incontinência? Nem pensar! Isso só acontece a homens mais velhos e eu não sou velho!

Inicialmente, usava papel higiênico forrando a roupa. Eram apenas algumas gotas, por isso, dava pra aguentar até ir ao banheiro novamente. Mas, após algum tempo, comecei a usar os absorventes diários da minha mulher. Eram autoadesivos e grudavam na roupa, mas não absorviam muito. E eu também ficava preocupado com o cheiro.

A situação começou a me deixar cada mais inibido e a minha autoestima sofreu um golpe. Comecei a me afastar da minha mulher. Sempre procurava ir para a cama em horas diferentes. A intimidade estava fora de questão.

Finalmente encontrei forças para contar a ela e isso mudou tudo. A primeira coisa que ela me disse foi que estava aliviada por saber que eu não tinha um caso! Ah! Acreditam? Isto acabou nos aproximando ainda mais. Ter alguém pra conversar fez toda a diferença.

Ela me obrigou a ir ao médico, onde realizei exames clínicos e fiz um exame de próstata. Deu negativo. Ele me recomendou que fizesse exercício e que treinasse a bexiga e me recomendou roupas íntimas exclusivas para escapes de urina em homens. Agora tenho sempre um pacote guardado e são muito mais confortáveis do que os absorventes da minha esposa. Quem me dera não ter esperado tanto para contar à minha esposa...bom, antes tarde do que nunca. Foi um grande alívio e eu percebi que não preciso ter vergonha porque existem muitas soluções para a incontinência.


PERCEBI QUE TINHA DE FAZER ALGUMA COISA.

Pedro, 58

O que posso dizer? Sempre fui uma pessoa muito ativa, adoro ter uma agenda cheia quando não estou trabalhando. Mas quando percebi que estava tendo incontinência urinária, pensei que tinha que deixar de socializar.

Nem sempre faço alguma coisa de especial todos os dias, mas gosto de experimentar restaurantes novos ou simplesmente me encontrar com os meus amigos para beber uma cerveja no bar.

Infelizmente, desfrutar da companhia de outras pessoas não era exatamente a coisa mais fácil quando estava constantemente pensando que precisava ir ao banheiro. Ficava pensando “e se o banheiro for longe?”; “e se houve fila para entrar?”.

Aí comecei a dar desculpas para não ir beber cervejas ou me afastar muito de casa. Não queria piorar a situação bebendo líquidos e não tinha a certeza se conseguiria segurar até chegar ao banheiro. Por fim, experimentei beber menos água para não ter que urinar tantas vezes, mas apenas ganhei dores de cabeça.

Percebi que o meu problema de incontinência já estava mais inconveniente do que eu queria admitir. Então, um dia, aconteceu algo a caminho de casa quando eu voltava trabalho. Tive uma sensação estranha e senti minhas calças ficarem molhadas. Felizmente tinha acabado de sair do carro e estava a apenas alguns minutos longe de casa, onde podia trocar de roupa. Depois disso já não queria mais sair de casa. E se acontecesse outra vez? Faltei a encontros com os meus amigos e deixei de conhecer lugares novos.

Com quem poderia falar sobre isto? Os meus amigos estavam fora de questão. Um amigo do trabalho? Não me parece. O meu filho tinha uma vida ocupada e isso não parecia um problema suficientemente sério para falar com ele. E, na realidade, eu não sabia como abordar o assunto.

Mas percebi que tinha de fazer alguma coisa. Foi assim que comecei a pesquisar na Internet. Encontrei um site onde falava de usar “proteção” e parecia que havia muitos tipos diferentes de protetores que poderia utilizar. Eu nem sequer sabia. Senti como se tivesse descoberto ouro e encomendei alguns numa loja on-line. O melhor de tudo é que funcionou.

Agora voltei a ser eu mesmo. Procuro sempre saber onde fica o banheiro quando vou a algum lugar novo e sento sempre mais perto. E uso sempre roupa íntima descartável, além de levar um conjunto extra numa mala. Mais vale prevenir do que remediar. O melhor é que esqueço completamente que estou usando. Parece que estou com roupas de baixo normais e então posso me concentrar no que é mais importante. Por exemplo, qual a bebida que devo escolher para acompanhar a comida.


TORNEI-ME O MEU PRÓPRIO TREINADOR PESSOAL.

Ricardo, 66

OK, todos nós sabemos que não vamos viver para sempre. Ainda assim, ser diagnosticado com câncer de próstata foi um choque total. Realizei a cirurgia na próstata em abril de 2011 e ocorreu tudo muito bem. No início, após a cirurgia, tinha de usar um cateter. Era uma confusão. Por isso, quando o retiraram, fui a um urologista para falar sobre como voltar à vida normal assim que possível.

cirurgia de remoção da próstata enfraquecera os meus músculos do pavimento pélvico, o que significava que, inicialmente e após a cirurgia, não conseguia impedir o fluxo de urina. Me recomendaram exercícios e a utilização de protetores especialmente feitos para homens. Inicialmente, era um pouco estranho usá-los, mas eram muito discretos. Ainda que os protetores não fossem perceptíveis, decidi ser bastante aberto quanto a isso.

Na vida aprendi que as pessoas aprendem com a gente. Se nos sentirmos livres e se formos sinceros em relação às coisas, as pessoas respondem de forma semelhante. No entanto, não fico sempre falando sobre minha situação, mas, quando o assunto é abordado, tento não parecer envergonhado. Faço parecer que é um fato da vida com o qual é preciso saber lidar.

Faço os exercícios e me tornei o meu próprio treinador pessoal. E o trabalho árduo deu frutos. Não diria que é uma recuperação rápida, mas, como continuo a fazer progressos, continuo a fazer os exercícios. O meu objetivo é aguentar três a quatro horas sem ter que ir ao banheiro ou usar roupas íntimas descartáveis. Ainda há algum trabalho a fazer, mas, de um modo geral, é bom saber que recuperei grande parte da minha vida.

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