Postado 15 de outubro de 2026 em Incontinência Urinária, MulheresTENA

A gestação é marcada por muitas mudanças no corpo, entre as quais estão as alterações no sistema urinário. A principal manifestação é a infecção urinária, que pode ocorrer devido às alterações fisiológicas da gravidez, que favorecem a colonização do trato urinário. Essa condição merece atenção e cuidado durante o período pré-natal.
De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), as infecções do trato urinário podem ocorrer em até 15% das gestações.
Alterações hormonais, metabólicas e mecânicas próprias do período podem favorecer o surgimento dessas infecções.
É importante distinguir infecção urinária de incontinência urinária. Embora sejam condições diferentes, os escapes de urina também podem fazer parte da experiência da gestação e merecem atenção.
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 40% das gestantes brasileiras apresentam algum grau de perda involuntária de urina.
Assista aqui: “Perdi urina na gravidez e pensei que era trabalho de parto!”
Durante a gestação, o organismo passa por diversas adaptações. O crescimento do útero pode exercer pressão sobre a bexiga, enquanto as alterações hormonais podem reduzir o ritmo de movimentação dos ureteres, além de retardar o esvaziamento da bexiga.
Essas mudanças podem facilitar a multiplicação e a ascensão de bactérias pelo trato urinário. A bactéria Escherichia coli está entre os principais microrganismos associados às infecções urinárias durante a gravidez.
A infecção pode se apresentar como bacteriúria assintomática, quando há bactérias presentes na urina, mas sem sintomas, cistite, quando a infecção está localizada na bexiga e costuma provocar sintomas urinários, ou pielonefrite, quando a infecção atinge os rins.
Por isso, o acompanhamento pré-natal é tão importante: mesmo sem desconfortos, a gestante pode apresentar alterações que precisam ser identificadas e tratadas.
Não existe uma medida única capaz de impedir os casos de infecção urinária na gravidez, mas alguns cuidados podem contribuir para a saúde do trato urinário nesse período.
Manter uma boa hidratação é importante para o funcionamento do organismo e do sistema urinário. Evitar líquidos por medo de ter escapes de urina não é uma estratégia recomendada, apesar de ser usual.
A pesquisa “TENA: o impacto das perdas de urina na gravidez e no puerpério”, encomendada pela marca à Okno Núcleo de Estudos, mostrou que 45% das mulheres entrevistadas reduziram a ingestão de líquidos por causa dos escapes de urina, enquanto 34% evitaram beber à noite.
A pesquisa também revelou que 95% das entrevistadas afirmaram que as perdas de urina afetaram sua rotina. Esses dados mostram como o receio de um escape pode levar a mudanças de comportamento que nem sempre são positivas para a saúde.
Sempre que possível, procure ir ao banheiro quando sentir vontade de urinar. Criar o hábito de segurar a urina por muito tempo não contribui para um bom funcionamento da bexiga.
A higiene da região íntima deve ser feita de maneira delicada, evitando produtos irritantes ou excesso de limpeza. Depois de evacuar, a recomendação é fazer a higiene no sentido da frente para trás, reduzindo a possibilidade de levar bactérias da região anal para perto da uretra.
Uma das principais formas de cuidar da saúde urinária durante a gravidez é manter as consultas e exames do pré-natal em dia.
A presença de bactérias na urina pode não provocar sintomas, mas, durante a gestação, essa condição precisa ser investigada e, quando indicada, tratada por um profissional de saúde. O exame de urina e a urocultura podem fazer parte dessa avaliação.
Embora a incontinência urinária e a infecção urinária sejam questões diferentes, os escapes de urina são relativamente frequentes durante a gravidez.
Na pesquisa TENA, 84% das mulheres entrevistadas disseram já ter passado por um escape de forma desprevenida, como no trabalho, na casa de outras pessoas ou em locais públicos.
Além disso, 50% disseram não saber que existem produtos específicos para lidar com a incontinência urinária.
Para quem apresenta escapes, produtos desenvolvidos especificamente para essa finalidade podem ajudar a trazer mais segurança e conforto no dia a dia enquanto a condição é acompanhada.
É importante reforçar mais uma vez que reduzir a ingestão de líquidos para evitar escapes não é uma solução. Como explica a médica ginecologista Joele Lerípio, consultora da pesquisa TENA, diminuir o consumo de água por conta própria pode favorecer infecções urinárias e outros problemas.
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Ardência ou dor ao urinar, vontade frequente e urgente de fazer xixi, dor na parte inferior do abdômen, alteração na aparência da urina ou presença de sangue podem ser sinais de infecção urinária e devem ser avaliados por um médico.
Febre, calafrios, dor nas costas ou na região lombar, náuseas e mal-estar também exigem atenção, pois podem estar relacionados a uma infecção que atingiu os rins.
É importante destacar, que sempre que houver sinais e sintomas de infecção urinária, a avaliação médica é imprescindível. Portanto, não é indicado tentar tratar a infecção por conta própria. O diagnóstico e a escolha do medicamento devem ser feitos pelo profissional que acompanha a gestação.
Cuidar da saúde urinária durante a gravidez é parte do cuidado com a saúde da mãe e do bebê. Com acompanhamento pré-natal, hidratação adequada, atenção aos sinais do corpo e orientação profissional, é possível atravessar essa fase com mais segurança e informação.