Postado 28 de setembro de 2026 em Incontinência UrináriaTENA

Um escape de urina ao rir, espirrar ou levantar peso é mais comum do que se imagina. A popularmente chamada “urina solta” faz parte da rotina de milhões de pessoas no Brasil, mas ainda assim costuma ser um assunto cercado de silêncio e certo constrangimento.
Estima-se que no país, cerca de 12 milhões de pessoas convivam com a incontinência urinária, que atinge 35% das mulheres com mais de 40 anos e após a menopausa, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), e cerca de 15% dos homens a partir da mesma faixa etária.
Diante disso, é natural que surjam dúvidas simples e práticas, como: existe algum remédio caseiro para urina capaz de resolver a questão de uma vez por todas?
De acordo com Maria Alice Lelis, doutora em Ciências da Saúde – Urologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e enfermeira consultora TENA, não existe um remédio caseiro capaz de solucionar a perda involuntária de urina.
“A incontinência urinária tem causas variadas, como, na mulher, as alterações hormonais da menopausa, o peso do bebê no útero durante a gravidez, que exerce pressão sobre a bexiga e sobre o assoalho pélvico, principalmente no último trimestre da gestação. Nos homens, as causas mais frequentes estão relacionadas às alterações na próstata, como o crescimento da próstata, chamado de Hiperplasia Prostática Benigna, ou procedimentos cirúrgicos da próstata”, explica a especialista.
“Por isso, cada caso exige uma avaliação individualizada para identificar a origem e oferecer a abordagem mais adequada”, esclarece.
No entanto, alguns hábitos e terapias conservadoras, quando orientados por um profissional da saúde, podem contribuir para o controle ou redução da frequência e da intensidade dos episódios de perda urinária.
Entre as medidas indicadas pela especialista está a mudança de determinados hábitos do dia a dia: redução do consumo de cafeína e álcool, que são considerados “irritantes da bexiga”, tratamento da prisão de ventre e combate ao sedentarismo.
“Também é recomendado evitar o consumo de alimentos ácidos e muito condimentados, que também podem irritar a parede da bexiga, agravando quadros de incontinência”, aconselha Maria Alice.
Manter o peso corporal em equilíbrio é mais um fator de proteção, pois a obesidade é um fator de risco para a incontinência urinária.
Uma estratégia não medicamentosa e com resultados comprovados é o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, feito por meio de exercícios específicos para a região, conhecidos também como exercícios de Kegel.
A SBU inclui os exercícios para o assoalho pélvico entre as opções de tratamento conservador para a incontinência urinária, ao lado de mudanças de hábitos, dispositivos médicos e, quando necessário, medicamentos e cirurgias indicados por médicos especialistas, como os ginecologistas e urologistas.
Diante de qualquer perda de urina, mesmo em pequenas quantidades, a recomendação é buscar avaliação médica, que costuma incluir anamnese detalhada e, em alguns casos, exame de urodinâmica.
Esse é o único caminho para identificar corretamente a causa da incontinência e receber a indicação do tratamento mais adequado, que pode envolver desde mudanças de hábito e fisioterapia pélvica, até abordagens específicas para casos de incontinência severa.
Enquanto a causa da incontinência é investigada e tratada, contar com produtos de proteção específicos para a incontinência urinária ajuda a manter uma rotina segura e com mais confiança. Discretos, confortáveis, com alto poder de absorção e controle de odor, esses produtos fazem parte do cuidado integral com o corpo e a autoestima.
Para pessoas com mobilidade preservada e episódios leves a moderados de perda de xixi, TENA oferece uma linha completa para homens e mulheres: absorventes, calcinhas e cuecas descartáveis que oferecem discrição e praticidade. As fraldas geriátricas, para pessoas com mobilidade reduzida, auxiliam tanto no conforto de quem as utiliza, quanto no cuidado exercido por familiares e cuidadores.
Enfim, não existe um remédio caseiro para urina solta, mas a SBU reconhece a eficácia de alguns ajustes de hábitos diários como coadjuvantes nos tratamentos indicados por especialistas, como a inclusão dos exercícios para fortalecimento do assoalho pélvico, e a revisão de alguns hábitos alimentares na rotina.
O uso de produtos de proteção apropriados, por sua vez, contribui para a manutenção da qualidade de vida e da autonomia enquanto o tratamento é conduzido.
https://portaldaurologia.org.br/novidades/noticias/pesquisa-mostra-que-cirurgias-urologicas-cairam-pelo-menos-50-na-pandemia
https://sbu-sp.org.br/publico/perder-urina-nao-e-normal-e-pode-comprometer-a-qualidade-de-vida-as-relacoes-sociais-a-saude-sexual-e-psicologica/
https://www.scielo.br/j/acb/a/JqVGTGKvG7Xp6JPfMqnvJ6q/?lang=pt
https://dramariaemiliadebarba.com.br/patologias/incontinencia-urinaria-feminina/
https://rbsp.sesab.ba.gov.br/index.php/rbsp/article/view/807/1806
https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/nao-e-so-o-cancer-de-prostata-que-atinge-os-homens/