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Cuidados com a pele e prevenção de lesão por pressão

cuidadora e idoso sentados na cama

O que é lesão por fricção?

É uma lesão traumática causada por forças mecânicas, incluindo a remoção de adesivos. A gravidade pode variar em profundidade. As lesões podem ocorrer em qualquer parte do corpo, mas ocorrem normalmente nas extremidades (membros superiores e inferiores) e no dorso das mãos.

Classificação da Lesão por Fricção:

Tipo Descrição
Tipo 1: Sem perda de pele Lesão linear ou retalho* cutâneo que pode ser reposicionado para cobrir o leito da ferida
Tipo 2: Perda parcial do retalho cutâneo Perda parcial do retalho cutâneo que não pode ser reposicionado para cobrir o leito da ferida
Tipo 3: Perda total do retalho cutâneo Perda total do retalho cutâneo expondo a totalidade do leito da ferida

Prevenção

  • Manter as unhas curtas e lixadas, não usar adornos.
  • Acolchoar e/ou remover móveis ou dispositivos potencialmente perigosos (por exemplo, grades da cama e cadeiras de rodas).
  • Cobrir a pele com roupas apropriadas, caneleiras ou ataduras e meias em pacientes vulneráveis.
  • Proteger a integridade geral da pele usando produtos suaves à pele (pH balanceado) e emolientes preventivos.
  • Garantir ambiente seguro por meio, por exemplo, de iluminação adequada e de remoção de todos os obstáculos.

O que é lesão por pressão?

Antigamente conhecidas como escaras, úlceras de decúbito ou úlceras de pressão, as chamadas Lesões por Pressão referem-se a um dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea ou relacionado ao uso de dispositivo médico ou a outro artefato. A Lesão por Pressão pode ter extensão e profundidade variáveis.

Por que acontecem?

A Lesão por Pressão ocorre como resultado da deficiência prolongada da irrigação de sangue e na oferta de nutrientes em determinada área do corpo. Acontecem mais em pessoas que permanecem na mesma posição por longos períodos, devido à compressão sobre a pele exercida pelas saliências ósseas apoiadas contra uma superfície dura. A diminuição ou falta de sensibilidade e de controle de partes do corpo que acompanham certas enfermidades neurológicas favorecem o aparecimento destas lesões.

Quais são os sinais e sintomas mais frequentes?

Em princípio, elas se prenunciam como vermelhidão e calor local e posteriormente causam enrijecimento da pele, dor progressiva da pele e dos tecidos subjacentes, e necrose progressiva. Essa necrose pode progredir até o acometimento de estruturas profundas como músculos, tendões e ossos. Portanto, a lesão que inicialmente pode ser superficial, sem perda de tecido, pode progredir até uma lesão profunda, que acomete outras estruturas.

Quanto mais cedo for identificada a lesão, melhor será o sucesso do tratamento.

Um profissional de saúde deve avaliar e classificar a lesão.

Quem são as pessoas mais susceptíveis?

Pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida, pessoas cadeirantes, idosos fragilizados, desnutridos, com incontinência urinária e fecal.

Quais são os principais fatores de risco?

Cisalhamento – ocorre quando o paciente escorrega na cama com muita frequência.

Umidade – excesso de umidade na superfície da fralda, combinada com atrito.

Quais são as regiões mais acometidas?

Proeminências ósseas especialmente nas regiões atrás da cabeça, ombros, escápula (região das costas), na articulação do quadril, no cóccix, nas nádegas, cotovelos e calcanhares.

O que fazer para prevenir a Lesão por Pressão?

A principal medida para prevenir a formação de Lesões por Pressão é mudar a posição dos pacientes acamados ou com dificuldade de movimentos pelo menos ou conforme tolerância tecidual, em períodos programados (manhã, tarde ou noite), a fim de aliviar os pontos de pressão da pele nas áreas de maior risco. Pessoas em cadeiras de rodas, que permanecem sentadas durante muito tempo, devem mudar de posição com mais frequência, a cada dez ou quinze minutos.

Avaliar a pele constantemente: na hora do banho, ao trocar as roupas. É importante estabelecer sempre um horário do dia para avaliar a pele. Caso perceba uma área de vermelhidão persistente na pele, comunicar o profissional de saúde.

Hidratar a pele do idoso, da pessoa acamada ou cadeirante, preferencialmente, uma vez ao dia.

Sempre é bom lembrar que a melhor conduta é evitar que as Lesões por Pressão se formem nas áreas mais sensíveis à pressão. Existem alguns recursos úteis para ajudar as pessoas que correm maior risco:

  • Usar aliviadores de pressão, como colchão pneumático ou colchão viscoelástico.
  • Utilizar travesseiros ou almofadas para reposicionar a pessoa acamada ou cadeirante.
  • Aplicar espumas de poliuretano com silicone nas regiões com proeminências ósseas, como a região sacral e a região do calcanhar (calcâneo), que ajudam a redistribuir a pressão da região.
  • Examinar a pele de todo o corpo, especialmente nos pontos de pressão.
  • Não esfregar a pele durante os cuidados básicos de higiene pessoal.
  • Secar bem a pele depois do banho e hidratá-la.
  • Dar preferência à roupa de cama de algodão, que deve ser bem esticada e livre de dobras que possam pressionar ou macerar a pele.
  • Estimular a movimentação respeitando sempre as possibilidades físicas e motoras do paciente. O ideal é que o reposicionamento seja feito a cada 2 horas ou conforme tolerância tecidual, em períodos programados (manhã, tarde e noite).
  • Estimular a ingestão adequada de alimentos e líquidos, conforme orientação de um profissional de saúde.
  • Em pessoas com incontinência urinária ou fecal, utilizar produtos absorventes que absorvam rapidamente a urina, evitando o contato prolongado da umidade com a pele, como fraldas para adultos e idosos com cobertura externa com material respirável ou roupa íntima absorvente (pants).
  • Fazer higiene perineal a cada troca de produtos absorventes, utilizando água e sabonete líquido ou toalhas umedecidas para adultos, com movimentos suaves, que permitam a remoção da sujidade, sem atrito na pele. Nas pessoas com peles frágeis, aplicar creme barreira ou spray barreira, que fornecem proteção adicional à pele.

O que é lesão por adesivos?

Lesão cutânea relacionada a adesivos médicos é um termo usado para definir qualquer dano à pele relacionado ao uso de produtos ou dispositivos adesivos médicos, como fitas, curativos para feridas, produtos para estoma, eletrodos, adesivos para medicamentos e tiras para fechamento de feridas.

Tipos de adesivos: qual escolher?

1. Adesivo de poliacrilato

  • Forte adesividade inicial com excelente compatibilidade com a pele.
  • Ideal para uso prolongado e áreas com movimento.
  • Menor risco de danos na retirada.

2. Adesivo de silicone

  • Adesão segura com remoção suave. Ideal para peles frágeis, idosos ou em uso prolongado.

3. Adesivo transparente (filme de poliuretano)

  • Impermeável e permite visualização da pele.
  • Usado para cateteres e áreas que precisam de monitoramento visual.

Prevenção

  • Escolher o adesivo adequado para o tipo de pele.
  • Preparar bem a pele antes da aplicação (limpa e seca).
  • Retirar o adesivo com cuidado, puxando paralelamente à pele e segurando a pele com a outra mão.
  • Usar produtos que protegem a pele antes da fixação (como barreiras de proteção).
  • Lesões por adesivo são evitáveis com a técnica e o produto corretos.

Remoção

  • Técnica de estiramento
  • Paralelo à pele – 180°