Postado 3 de setembro de 2026 em CuidadoresTENA

Envelhecimento e morte estão bastante entrelaçados em nossos pensamentos mais profundos. As perdas físicas, psicológicas, materiais, de status na sociedade, de “utilidade” vão demonstrando aos poucos que o fim pode estar próximo. Cada indivíduo encara essa fase de uma forma. Existem aqueles que se apegam à religiosidade e acreditam na continuidade da vida, existem aqueles que precisam enfrentar velhos problemas familiares, existem aqueles que se deprimem e não tem força para lutar e outros sentimentos podem surgir.
Ao pensar em um indivíduo com Doença de Alzheimer, encontramos um grupo vivendo diversas fases e comprometimento diferente para o dia a dia. O que é certo é que estamos falando de pessoas idosas que trazem consigo outras comorbidades que afetam sua saúde. As pessoas não morrem de Alzheimer, mas sim de complicações ligadas à sua saúde, tais como: infecções, complicações decorrentes da imobilidade, problemas cardíacos etc.
A morte é algo que não estamos preparados para enfrentar, mesmo sabendo que nascemos, crescemos e que um dia iremos encontrar com a finitude. É processo natural do envelhecimento.
Lidar com a morte nem sempre é fácil. O choque para aceitar, depende de crenças individuais ou de conseguir fazer uma dessensibilização perante o processo de finalização, ou seja, se conseguimos organizar as situações temidas. O nosso coração só consegue conectar com nossas emoções, e vivenciar o cuidado de uma forma mais presente vai nos ajudar a enfrentar este momento mais bem preparado.
E quando a morte aparece de repente e foge do padrão natural, o que fazer?
A aceitação de cada um, vai depender de como foi trabalhado esse conceito ao longo da vida.
Podemos dividir o luto em cinco estágios:
Essa reação é a demonstração da dificuldade em aceitar o que aconteceu e receber suporte emocional.
Surge quando a verdade começa a ficar mais clara e este sentimento de raiva pode ser a pessoa que faleceu, de si mesmo, de profissionais de saúde ou até de uma força superior como Deus.
Nesta fase, gostaríamos de negociar para que aquele sentimento doloroso diminuísse. Vem as promessas, planos etc. Uma ajuda profissional é bastante interessante para o melhor entendimento.
Sentimento de tristeza profunda e dificuldade de continuar. Nesse estágio não são necessárias frases animadoras, mas o importante é se sentir amparado.
Apesar da tristeza, a pessoa entende que deve continuar e há a necessidade de perdoar e ser perdoado respeitando suas necessidades para que viva seus momentos.
Caso a pessoa não consiga lidar bem com seu luto, dissipando dentro dela a perda, o ideal seria procurar ajuda de um profissional, como médico ou psicólogo.
Assim como o luto se manifesta de acordo com a intensidade das etapas que ela viveu com essa pessoa e vai depender do grau de afetividade entre o cuidador e o idoso, a negação pode voltar a qualquer momento, mas a etapa final e única deve ser a aceitação.