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Finitude e morte na Doença de Alzheimer: como lidar com o luto

cuidador medindo temperatura de idoso acamado

Envelhecimento e morte estão bastante entrelaçados em nossos pensamentos mais profundos. As perdas físicas, psicológicas, materiais, de status na sociedade, de “utilidade” vão demonstrando aos poucos que o fim pode estar próximo. Cada indivíduo encara essa fase de uma forma. Existem aqueles que se apegam à religiosidade e acreditam na continuidade da vida, existem aqueles que precisam enfrentar velhos problemas familiares, existem aqueles que se deprimem e não tem força para lutar e outros sentimentos podem surgir.

Ao pensar em um indivíduo com Doença de Alzheimer, encontramos um grupo vivendo diversas fases e comprometimento diferente para o dia a dia. O que é certo é que estamos falando de pessoas idosas que trazem consigo outras comorbidades que afetam sua saúde. As pessoas não morrem de Alzheimer, mas sim de complicações ligadas à sua saúde, tais como: infecções, complicações decorrentes da imobilidade, problemas cardíacos etc.

A morte é algo que não estamos preparados para enfrentar, mesmo sabendo que nascemos, crescemos e que um dia iremos encontrar com a finitude. É processo natural do envelhecimento.

Como lidar com o desespero da perda de um ente querido

Lidar com a morte nem sempre é fácil. O choque para aceitar, depende de crenças individuais ou de conseguir fazer uma dessensibilização perante o processo de finalização, ou seja, se conseguimos organizar as situações temidas. O nosso coração só consegue conectar com nossas emoções, e vivenciar o cuidado de uma forma mais presente vai nos ajudar a enfrentar este momento mais bem preparado.

E quando a morte aparece de repente e foge do padrão natural, o que fazer?

A aceitação de cada um, vai depender de como foi trabalhado esse conceito ao longo da vida.

Os cinco estágios do luto

Podemos dividir o luto em cinco estágios:

Primeiro estágio: negação e isolamento

Essa reação é a demonstração da dificuldade em aceitar o que aconteceu e receber suporte emocional.

Segundo estágio: raiva

Surge quando a verdade começa a ficar mais clara e este sentimento de raiva pode ser a pessoa que faleceu, de si mesmo, de profissionais de saúde ou até de uma força superior como Deus.

Terceiro estágio: barganha

Nesta fase, gostaríamos de negociar para que aquele sentimento doloroso diminuísse. Vem as promessas, planos etc. Uma ajuda profissional é bastante interessante para o melhor entendimento.

Quarto estágio: depressão

Sentimento de tristeza profunda e dificuldade de continuar. Nesse estágio não são necessárias frases animadoras, mas o importante é se sentir amparado.

Quinto estágio: aceitação

Apesar da tristeza, a pessoa entende que deve continuar e há a necessidade de perdoar e ser perdoado respeitando suas necessidades para que viva seus momentos.

Caso a pessoa não consiga lidar bem com seu luto, dissipando dentro dela a perda, o ideal seria procurar ajuda de um profissional, como médico ou psicólogo.

Assim como o luto se manifesta de acordo com a intensidade das etapas que ela viveu com essa pessoa e vai depender do grau de afetividade entre o cuidador e o idoso, a negação pode voltar a qualquer momento, mas a etapa final e única deve ser a aceitação.

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TENA

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