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Incontinência urinária masculina tem cura?

um idoso conversando com um homem e uma mulher a mesa

A incontinência urinária masculina ainda é um tema pouco discutido entre os homens. Muitos evitam falar sobre a condição por vergonha ou por acreditarem que se trata de uma consequência natural do envelhecimento.  

Embora seja, de fato, mais comum com o avanço da idade, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) estima que o escape de urina esteja presente na vida de 15% dos homes com mais de 40 anos. Essa condição não deve ser considerada normal, mas ela tem tratamento e, em muitos casos, sim, a incontinência urinária masculina tem cura 

A importância do diagnóstico para a cura

O primeiro passo para lidar com a incontinência urinária de forma eficaz é compreender que ela não é apenas um sintoma isolado, mas pode estar associada a diferentes causas, como alterações na próstata, efeitos colaterais de cirurgias, doenças neurológicas ou enfraquecimento assoalho pélvico.

Ao notar qualquer alteração no controle da urina, como escapes ao tossir, ao fazer esforço ou uma vontade súbita de urinar sem conseguir chegar ao banheiro a tempo, é fundamental procurar ajuda médica.  

O urologista é o profissional indicado para investigar as causas por meio de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, como o exame de urofluxometria ou estudo urodinâmico. 

Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, maiores são as chances de cura ou do controle eficaz da condição.  

Em casos leves, mudanças no estilo de vida e exercícios específicos já podem trazer melhora significativa. Já nos casos mais complexos, o tratamento pode envolver medicamentos, fisioterapia ou cirurgia.

O tabu e a demora no diagnóstico

Infelizmente, um dos grandes obstáculos para que a incontinência urinária masculina tenha cura é o silêncio que cerca o tema.  

estudo “TENA: incontinência urinária e hábitos de saúde masculina”, encomendada por TENA à empresa de pesquisa Mind Miners em 2024, apontou que 46% dos entrevistados consideram a incontinência urinária um tabu.  

“Há uma ideia equivocada de que admitir dificuldades urinárias é sinal de fraqueza, o que atrasa o diagnóstico e prejudica as possibilidades de tratamento”, analisa Maria Alice Lelis, Doutora em Ciências da Saúde – Área de Urologia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), e enfermeira consultora da marca TENA.  

Além disso, muitos homens só procuram ajuda quando os sintomas se tornam intensos e afetam a rotina, o sono ou as atividades sociais. Em alguns casos, o homem chega ao consultório depois de anos convivendo com os escapes e utilizando proteções improvisadas, por falta de conhecimento de produtos adequados.  

A mesma pesquisa apurou que 31% dos entrevistados utilizavam papel higiênico para conter a urina, quando existem absorventes higiênicos específicos para absorção do xixi, produzidos especialmente para a anatomia masculina, como os produtos da linha TENA Men 

Para escapes de urina de intensidade leve à moderada, são indicados os modelos absorventes que se ajustam à anatomia masculina e neutralizam o odor de urina, disponíveis nas versões regular e noturna. Para incontinência em nível mais intenso, a opção é a roupa íntima TENA Pants Men, que veste como uma cueca e conta com barreiras protetoras e controle de odor. 

“Combater esse tabu é fundamental. É importante entender que a incontinência urinária masculina não é exclusiva de idosos e que procurar ajuda médica é um ato de autocuidado e coragem”, completa Maria Alice. 

Os tratamentos para a incontinência urinária masculina

Para saber se a incontinência urinária masculina tem cura é necessário, primeiramente, o diagnóstico. Com ele será possível identificar exatamente a causa da perda urinária caso a caso, para que se determine o tratamento e o prognóstico.  

Como explicado anteriormente, em muitos casos a condição é, sim, reversível, ou pode ser controlada de forma eficiente com acompanhamento profissional.  

Os principais tipos de tratamento disponíveis atualmente são:
 

  1. Fisioterapia do assoalho pélvico

A fisioterapia é uma das formas mais eficazes de tratar a incontinência urinária, especialmente quando está relacionada ao enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico. Com a prática de exercícios específicos, o paciente aprende a fortalecer essa região, melhorando o tônus muscular e o controle do esfíncter, reduzindo ou eliminando os escapes urinários. 

A técnica é segura, não invasiva e indicada tanto para casos pós-cirúrgicos (como após uma prostatectomia) quanto para incontinência por esforço ou por urgência. Com acompanhamento adequado e dedicação aos exercícios, muitos homens conseguem recuperar o controle urinário em semanas ou meses.

  1. Uso de medicamentos

Em situações em que a incontinência está associada à hiperatividade da bexiga, podem ser prescritos medicamentos que ajudam a reduzir as contrações involuntárias do órgão, que funcionam bem em casos de perdas leves a moderadas. Também há medicações específicas para casos relacionados à próstata. Os medicamentos devem sempre ser prescritos por um médico, considerando as condições clínicas do paciente e os possíveis efeitos colaterais.

  1. Treinamento vesical

Trata-se de uma abordagem comportamental que busca reeducar a bexiga. O objetivo é aumentar o intervalo entre as micções (ato de urinar) e ajudar o paciente a reconhecer os sinais reais de necessidade de esvaziar a bexiga. Essa técnica costuma ser combinada com fisioterapia e acompanhamento médico.

  1. Cirurgias e dispositivos médicos

Em casos mais avançados ou em que os tratamentos conservadores não apresentam resultado satisfatório, o médico pode indicar a realização de procedimentos cirúrgicos. Entre as opções estão dois dispositivos que podem ser implantados para tratar as perdas urinárias por deficiência esfincteriana: o sling uretral, indicado para perdas urinárias leves, e o esfíncter artificial, indicado nos casos de incontinência urinária moderada a severa. 

  1. Mudanças no estilo de vida

Algumas atitudes simples também podem ajudar a controlar a incontinência, como reduzir o consumo de cafeína e álcool, evitar o fumo, manter o peso adequado e praticar atividades físicas leves. O controle de doenças associadas, como diabetes ou hipertensão, também influencia positivamente o quadro urinário. 

A incontinência urinária masculina tem cura em muitos casos e, mesmo quando não é possível eliminar totalmente os sintomas, há diversas formas de controlá-los e melhorar a qualidade de vida.  

O mais importante é abandonar o preconceito, derrubar os tabus e buscar ajuda médica o quanto antes. Informação, diagnóstico precoce e tratamento adequado são os caminhos mais eficazes para retomar a confiança e o bem-estar. Enquanto isso, contar com produtos adequados para o controle da incontinência pode garantir segurança e conforto no dia a dia dos homens. 

Fontes: 

  • https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-03/escape-de-urina-nao-deve-ser-normalizado-e-tem-tratamento-alerta-sbu 
  • https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/incontinencia-urinaria-em-homens-e-a-demora-no-diagnostico/ 
  • https://www.institutodaprostata.com/pt/blog/o-que-e-a-incontinencia-urinaria-masculina-e-como-tratar 
  • https://revistaft.com.br/avaliacao-dos-beneficios-dos-exercicios-pelvicos-e-do-biofeedback-na-reabilitacao-de-homens-com-incontinencia-urinaria-uma-revisao-sistematica/ 
  • https://www.einstein.br/n/glossario-de-saude/incontinencia-urinaria-masculina 

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