Postado 1 de agosto de 2026 em CuidadoresSEO

É importante saber que medicamento é toda substância química que atua no organismo, prevenindo ou combatendo doenças ou sintomas.
São fundamentais e devem ser usados não só para o tratamento de doenças ou incapacidades, mas também na prevenção de doenças, no alívio da dor e do sofrimento.
Idosos, em geral, fazem uso de muitas medicações por problemas crônicos ou agudos que estejam vivenciando. Múltiplos problemas de saúde levam ao consumo de grande variedade e quantidade de medicamentos, o que chamamos de polifarmácia.
Essa população recebe medicamentos prescritos por diferentes especialidade médicas e por diferentes razões (perda auditiva, deficiência visual, problemas cognitivos), fica mais susceptível a acontecerem erros durante o uso destes medicamentos. Podem acontecer confusões na dose, no horário, no tipo de medicamento.
O papel do cuidador é fundamental e importantes considerações devem ser compreendidas:
O cuidador deve conhecer para que serve a medicação, a dose correta, se tem efeitos colaterais, horários mais adequados
| Nome do remédio | Para que serve | Qual a dosagem | Qual o horário ou momento | Quais os efeitos colaterais | Observação |
|---|---|---|---|---|---|
Não retirar os medicamentos da embalagem original e manter a bula para tirar qualquer dúvida e controlar a data de validade.
Armazenar em local seguro: longe do alcance de crianças e de pacientes com alterações cognitivas ou comportamentais, local seco, limpo e protegido da luz, não ficar mudando de lugar.
Deixar os medicamentos em uma gaveta ou caixas maiores identificando quais devem ser dados em jejum, manhã, tarde e noite.
Manter uma planilha ou lista contendo os medicamentos diários, com os horários e qualquer detalhe importante.
Ela deverá ficar fixada num local visível, para os cuidadores e familiares.
Outra opção seriam os separadores de medicamentos por dias da semana. Estes facilitam a rotina diária e podem evitar o esquecimento, porém, nos forçam a retirar uma da embalagem original. É fundamental uma atenção redobrada no dia de montar as caixas de medicamento e tirá-los da embalagem original, a receita deverá estar presente.
Os familiares ou médicos deverão ser comunicados sobre qualquer dificuldade com relação a administração de medicação.
No final da administração se certificar se o paciente engoliu mesmo o medicamento.
O cuidador pode administrar nas vias descritas abaixo, desde que tenha orientação adequada:
O tratamento da Doença de Alzheimer visa melhorar a função e a independência, minimizando perdas cognitivas e tratando humor e comportamento.
Anticolinesterásicos: são drogas de primeira linha, prescritas nas fases leve e moderada da doença, inibem o esgotamento da acetilcolina (neurotransmissor associado à memória) e podem estabilizar parcialmente a progressão.
Memantina: são antagonistas dos receptores NMDA de glutamato, reduzem a excitocidade neuronal patológica e é bastante eficaz nas fases moderada e avançada da doença. Iniciar com 5 mg/dia por via oral (1/2 comprimido), aumentar 5 mg/semana nas 3 semanas subsequentes até chegar à dose de 20 mg/dia (1 comprimido de 10mg duas vezes por dia) na quarta semana e manter esta dose.
Donepezila – comprimidos de 5 e 10 mg – iniciar com 5 mg/dia por via oral. A dose pode ser aumentada para 10 mg/dia após 4-6 semanas, devendo ser administrada ao deitar-se.
Galantamina – iniciar com 8 mg/dia, por via oral, durante 4 semanas. A dose de manutenção é de 16 mg/dia por, no mínimo, 12 meses. A dose máxima é de 24 mg/dia. Como se trata de cápsulas de liberação prolongada, devem ser administradas uma vez ao dia, pela manhã, de preferência com alimentos.
Rivastigmina – iniciar com 3 mg/dia por via oral. A dose pode ser aumentada para 6 mg/dia após 2 semanas. Aumentos subsequentes para 9 mg/dia e para 12 mg/dia devem ser feitos de acordo com a tolerabilidade e após um intervalo de 2 semanas. A dose máxima é de 12 mg/dia. As doses devem ser divididas em duas administrações, junto às refeições.
No uso de adesivos transdérmicos, inicia-se com a apresentação de 5 cm² durante pelo menos 4 semanas de tratamento. Havendo boa tolerância do paciente após este período de tratamento, o adesivo deve passar para o de 10 cm², que traz a dose considerada efetiva. Aplica-se um adesivo a cada 24 horas em um dos lados da parte superior do braço, do peito ou da parte superior ou inferior das costas. Caso o paciente não tolere o uso do adesivo de 10 cm², uma alternativa terapêutica deve ser buscada pelo médico assistente.
Conhecer questões associadas à administração de medicamentos é fundamental para quem cuida e é Cuidado!