Postado 27 de março de 2026 em Cuidadores, IdososSEO

Falar sobre a Doença de Alzheimer é fundamental pois com o envelhecimento da população, mais casos serão diagnosticados e nós, sociedade, precisamos estar preparados. No Brasil são quase 2 milhões de pessoas que vivem com alguma forma de demência e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano. Em todo o mundo, o número chega a 57 milhões de pessoas e segundo especialistas, este número tende a dobrar até 2030.
A Doença de Alzheimer é uma neuropatia degenerativa progressiva que não conhece limites sociais, econômicos, étnicos ou geográficos. Na maioria dos casos ocorre uma interação de vários fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida que aumentam a susceptibilidade do cérebro na formação de placas senis, formadas de proteína beta-amiloide e novelos neuro fibrilares.
O principal sintoma da doença é a dificuldade de memória recente, o que muitas vezes leva o indivíduo a ficar repetitivo. Começa acontecer de forma ocasional e vai aumentando com o tempo. Outros sintomas podem aparecer: desorganização, apatia, tristeza, mas a pessoa ainda tem total capacidade de manter sua vida.
Ocorre o comprometimento cognitivo nos campos da:
Sobre os exames: Por enquanto, não existem exames de sangue específicos que diagnostiquem a doença no Brasil. A tomografia de crânio é solicitada para avaliação das condições cerebrais e acompanhamento posterior, não funcionando individualmente para o diagnóstico.
Acreditamos que o conhecimento é o melhor caminho para a prevenção e o enfrentamento da doença, inclusive reduzindo preconceitos. Todos os especialistas recomendam que tenhamos uma vida saudável em relação a alimentação, exercícios físicos, desenvolvimento social e desafios cognitivos.
Para o tratamento propõe-se o uso de medidas:
Farmacológicas: Medicações que podem ser utilizadas para reduzir a evolução da doença (nenhuma leva a cura, mas são fundamentais para controlar a doença e impactos psicológicos).
Não farmacológicas: Reabilitação cognitiva, atividade física, musicoterapia, terapia ocupacional direcionada e estimulação social. O objetivo é manter o cérebro ativo.
No momento do diagnóstico, é fundamental que haja uma reorganização da família e amigos para criar uma rede de apoio. Lembre-se que o indivíduo ainda é uma pessoa que merece respeito, consideração e valorização.
O diagnóstico de um ente querido impacta a vida familiar. Enfrentar a doença em todas as suas fases é um grande desafio e o conhecimento adequado combinado com uma rede de apoio é o que ajuda.