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Doença de Alzheimer e seus desdobramentos

senhora com as mãos na cabeça

Falar sobre a Doença de Alzheimer é fundamental pois com o envelhecimento da população, mais casos serão diagnosticados e nós, sociedade, precisamos estar preparados. No Brasil são quase 2 milhões de pessoas que vivem com alguma forma de demência e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano. Em todo o mundo, o número chega a 57 milhões de pessoas e segundo especialistas, este número tende a dobrar até 2030.

O que é a doença?

A Doença de Alzheimer é uma neuropatia degenerativa progressiva que não conhece limites sociais, econômicos, étnicos ou geográficos. Na maioria dos casos ocorre uma interação de vários fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida que aumentam a susceptibilidade do cérebro na formação de placas senis, formadas de proteína beta-amiloide e novelos neuro fibrilares.

  • Apenas cerca de 1% dos casos são de origem genética.
  • É a demência mais frequente entre os idosos comprometendo 80% dos pacientes com demência.
  • Pode manifestar-se de maneira diferente a cada indivíduo.
  • A causa é uma deficiência do neurotransmissor acetilcolina no córtex cerebral e nos núcleos da base do cérebro.

Sintomas e diagnóstico

O principal sintoma da doença é a dificuldade de memória recente, o que muitas vezes leva o indivíduo a ficar repetitivo. Começa acontecer de forma ocasional e vai aumentando com o tempo. Outros sintomas podem aparecer: desorganização, apatia, tristeza, mas a pessoa ainda tem total capacidade de manter sua vida.

Ocorre o comprometimento cognitivo nos campos da:

  • Memória e Linguagem;
  • Gnosia (capacidade de reconhecer objetos);
  • Praxia (capacidade em planejar nossas ações e mover nossos corpos para alcançar um objetivo);
  • Funções executivas. Nesta fase é muito importante procurar o médico para auxiliar na identificação do problema e afastar outras possíveis causas. Os especialistas que têm habilitação e experiência para diagnóstico e acompanhamento são o neurologista e o geriatra.

Sobre os exames: Por enquanto, não existem exames de sangue específicos que diagnostiquem a doença no Brasil. A tomografia de crânio é solicitada para avaliação das condições cerebrais e acompanhamento posterior, não funcionando individualmente para o diagnóstico.

Prevenção e tratamento

Acreditamos que o conhecimento é o melhor caminho para a prevenção e o enfrentamento da doença, inclusive reduzindo preconceitos. Todos os especialistas recomendam que tenhamos uma vida saudável em relação a alimentação, exercícios físicos, desenvolvimento social e desafios cognitivos.

Para o tratamento propõe-se o uso de medidas:

  1. Farmacológicas: Medicações que podem ser utilizadas para reduzir a evolução da doença (nenhuma leva a cura, mas são fundamentais para controlar a doença e impactos psicológicos).

  2. Não farmacológicas: Reabilitação cognitiva, atividade física, musicoterapia, terapia ocupacional direcionada e estimulação social. O objetivo é manter o cérebro ativo.

As três fases da doença de Alzheimer (DA)

  1. Fase Inicial: A pessoa começa com queixa subjetiva de memória (QSM), pode afetar outras funções do dia a dia tornando-a distraída, desorganizada, com alterações de humor, dificuldade em lembrar de compromissos, pagar contas e até dificuldade de localização.
  2. Fase Moderada: A pessoa torna-se mais dependente, tendo dificuldade em administrar a casa e realizar tarefas corriqueiras. Torna-se mais desligada do mundo real. Nesta fase pode iniciar a incontinência urinária.
  3. Fase Final ou Avançada: A pessoa perde a comunicação com palavras, não apresenta controle de diurese ou evacuação, a locomoção fica mais restrita e precisa de atenção total para se alimentar, higienizar ou movimentar-se.

Dicas importantes para o cuidado

No momento do diagnóstico, é fundamental que haja uma reorganização da família e amigos para criar uma rede de apoio. Lembre-se que o indivíduo ainda é uma pessoa que merece respeito, consideração e valorização.

  • Conheça o indivíduo: Seus hábitos, história da família e doenças pré-existentes.
  • Mantenha a autonomia: Auxilie quando necessário, mas não infantilize.
  • Comunicação: Não conversar sobre a pessoa como se ela não estivesse presente.
  • Valorização: Sempre que possível pedir opinião e valorizar seus argumentos.
  • Ambiente: Reorganizar a casa afastando objetos e situações que possam representar perigo.
  • Passo a passo: Se a pessoa necessita de muita ajuda, simplifique as tarefas e a anime depois de cada passo.

O diagnóstico de um ente querido impacta a vida familiar. Enfrentar a doença em todas as suas fases é um grande desafio e o conhecimento adequado combinado com uma rede de apoio é o que ajuda.

Conteúdo elaborado por:

  • Claudia Vallone Silva
    Enfermeira com especialização e mestrado em Epidemiologia e Ciências da Saúde
  • Erika Cristina Figueira Lopes
    Psicóloga com especialização em Gerontologia
  • Maria Alice Lelis
    Enfermeira com especialização e mestrado na área de Incontinência Urinária
  • Maria Elizabeth Bueno Vasconcellos
    Psicóloga e pedagoga com especialização em Gerontologia
  • Natália Barros
    Enfermeira com especialização em Dermatologia e Ostomia
  • Patrícia Fera
    Enfermeira