Frete grátis em compras acima de R$200

Aumentar fonte
Diminuir fonte
Alto-contraste

Mobilidade do idoso com Alzheimer guia para cuidadores

idoso montando cubo mágico

A mobilidade é a alegria de se movimentar livremente e com facilidade!

Para falar de Mobilidade temos que compreender o que é a Capacidade Funcional de um indivíduo.

Capacidade funcional é a aptidão de uma pessoa para executar tarefas cotidianas, tanto aquelas mais simples quanto as mais complexas, que são essenciais para uma vida autônoma e para a participação na sociedade.

Os três tipos de atividades da vida diária

Temos três tipos de atividades:

Atividade básica da vida diária (ABVD)

Atividades de autocuidado como tomar banho sozinho, alimentar-se e vestir-se. Seu comprometimento exige, necessariamente, o auxílio de outra pessoa para que sejam desempenhadas.

Atividades instrumentais da vida diária (AIVD)

Capacidade do indivíduo de levar uma vida independente e abrange atividades como: fazer compras, administrar seus remédios e finanças sozinho. Quando comprometidas, a família precisa se reorganizar para auxiliar a pessoa idosa, mas nem sempre é necessária a presença de um cuidador.

Atividades avançadas de vida diária (ACVD)

Participação em atividades sociais, produtivas e de lazer, como viajar, visitar familiares e amigos, praticar esportes etc. Seu comprometimento pode requerer o auxílio de outra pessoa para desempenhá-las, mas geralmente sua ausência não compromete a sobrevida do indivíduo, e sim sua qualidade de vida.

Autonomia e o papel do cuidador

As vezes os indivíduos têm autonomia, ou seja, conseguem escolher o que comer, o que vestir, ir ou não a algum lugar, mas perdem a independência ou a capacidade de realizar algo com os próprios meios, sem ajuda.

Qualquer cuidador tem por obrigação procurar preservar ou resgatar a autonomia da pessoa idosa de quem cuida. A função básica dele é auxiliar no desempenho das atividades de vida diária, tendo por princípio ajudar a pessoa idosa na medida de sua necessidade, nem mais nem menos.

Como avaliar a mobilidade do idoso

A mobilidade de uma pessoa idosa é avaliada pela: capacidade de deslocamento, postura, marcha e transferência, a capacidade aeróbica ou energia necessária para atividade muscular e a continência esfincteriana.

Como estimular a mobilidade com segurança

Como cuidadores devemos estimular a mobilidade propondo exercícios simples que podem ser feitos em pé ou mesmo sentados e envolvem o mexer com braços, pernas, pescoço, cabeça etc. Estimular a deambulação, mesmo com dificuldade é fundamental e o idoso deve ser auxiliado a fazer pequenas caminhadas.

Vários equipamentos foram desenvolvidos para a estimulação segura dessas pessoas. Bengalas, andadores, muletas podem ser utilizados. Estes dispositivos podem ser temporários ou definitivos e de qualquer forma, é necessário que o paciente e familiar ou cuidador, sejam orientados como utilizar e como auxiliar o paciente no uso. A supervisão precisa ser constante!

Cuidados do cuidador ao auxiliar na mobilidade

O cuidador também deve ser treinado para que não se prejudique ao auxiliar uma pessoa com dificuldade de mobilidade. Deve ter consciência do seu próprio corpo e de seus movimentos para auxiliar na transferência do paciente da cadeira para cama e vice-versa.

É fundamental que os cuidadores utilizem técnicas para prevenir o estresse da musculatura das costas no bom desempenho de suas atividades. Isso envolve:

Técnicas para proteger a coluna do cuidador

  • Desenvolver o hábito de manter postura ereta e, quando necessário, antes de iniciar uma atividade, ampliar a base de apoio (afastar os pés) e baixar o centro de gravidade (flexionar quadril e joelhos).
  • Utilizar os músculos mais longos dos braços e pernas nas atividades que exijam maior força (os músculos das costas são mais fracos e mais facilmente lesionáveis quando usados de forma inapropriada).
  • Contrair simultaneamente os glúteos para baixo, os músculos abdominais para cima e o diafragma quando inclinar, levantar-se, puxar ou tentar alcançar um objeto ou pessoa.
  • Ficar o mais próximo possível do objeto ou pessoa a ser levantado ou posicionado.
  • Utilizar outras estratégias para segurar algo pesado: escorregá-lo, rolá-lo, empurrá-lo ou puxá-lo, reduzindo a energia necessária para deslocá-lo contra a força da gravidade.

Cuidar de alguém é fundamental, mas cuidar de sua saúde também!