Lista VIP: Ofertas exclusivas para o Mês do Consumidor

Aumentar fonte
Diminuir fonte
Alto-contraste

Envelhecimento versus Demências

mulher jovem segurando na mão de idosa

Existem muitas dúvidas sobre como será o futuro global da saúde, da economia e do meio ambiente, mas do ponto de vista demográfico, uma coisa é certa: a população mundial vai crescer nas próximas décadas e a estrutura etária será mais envelhecida. O mundo terá cada vez mais idosos na população.

O envelhecimento acomete homens e mulheres, porém de forma diferente. Os dados demonstram que para cada 100 mulheres com mais de 60 anos vivas, temos 84 homens.

A maioria dos problemas de saúde enfrentados por pessoas mais velhas são associados a condições crônicas, principalmente doenças não transmissíveis.

Fatores de risco como sedentarismo, diabetes, hipertensão arterial, tabagismo, educação, entre outros, são responsáveis por várias doenças e anos de vida perdidos por incapacidade.

Hábitos saudáveis como:

  • Manter o corpo ativo no dia a dia
  • Conviver com os amigos
  • Manter vida sexual ativa
  • Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas e cigarro
  • Exercitar o cérebro (desafiar-se)
  • Cuidar da alimentação
  • Dormir bem
  • Ter um propósito

devem ser estimulados para prevenir ou retardar condições crônicas.

Embora a maior parte dos idosos apresente múltiplos problemas de saúde com o passar do tempo, a idade avançada não implica em dependência. Problemas de saúde podem ser controlados de maneira eficaz, principalmente se forem detectados cedo o suficiente.

Com o envelhecimento da população, os transtornos relacionados à idade, como a demência, tornam-se mais prevalentes e representam significativos desafios para a saúde pública, uma vez que contribuem para a dependência e incapacidade das pessoas acima de 65 anos.

A prevalência das demências dobra a cada 5 anos, a partir dos 65 anos de idade.

Confira: Como diferenciar perda de memória comum de Alzheimer?

Doenças Neurodegenerativas

As doenças neurodegenerativas são condições incuráveis e debilitantes que resultam em degeneração progressiva e/ou morte das células nervosas.

Podem acometer qualquer indivíduo, mas preferencialmente indivíduos idosos, no período entre 65 e 75 anos, atingindo quase a metade da população de idosos acima de 85 anos.

Atualmente, o paciente com doença neurodegenerativa é acompanhado por uma equipe multidisciplinar com especialistas como neurologista, psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.

O tratamento costuma ser feito com medicamentos que inibem ou retardam a progressão da doença, além de fisioterapia (neurofuncional), fonoaudiologia e terapia ocupacional.

Alguns exemplos de doenças neurodegenerativas são:

Demências

A prevalência das demências dobra a cada 5 anos, a partir dos 65 anos de idade.

A demência mais prevalente é a Doença de Alzheimer, mas outras demências podem confundir o diagnóstico.

Demência Vascular

É causada por diferentes problemas cardiovasculares que comprometem o fluxo de sangue e oxigênio para o cérebro. Isso inclui hipertensão, colesterol alto, arritmias e diabetes.

Provoca declínio cognitivo e funcional por conta da lentificação da atividade elétrica cerebral. Em fases posteriores, a memória pode ser afetada, além de doenças psiquiátricas como depressão.

A progressão costuma ser lenta, mas também há evoluções súbitas.

Diagnóstico:

Além da análise dos sintomas, exames de imagem cerebral podem ser necessários para identificar o problema.

Tratamento:

Controlar as condições que afetam a saúde cardiovascular pode retardar a progressão da demência vascular. Medicamentos ajudam a controlar os sintomas cognitivos, a critério do profissional.

Estas doenças ainda não possuem cura, e a degeneração é progressiva, afetando os movimentos e causando perda das funções neurológicas. Por esse motivo, a maior parte dos diagnósticos costuma ser feita de maneira tardia, quando os impactos da morte dos neurônios já são grandes, reduzindo a eficácia dos tratamentos disponíveis.

Demência por Corpos de Lewy

É causada pela degeneração e morte das células nervosas do cérebro. O nome deriva da presença de estruturas esféricas anormais, denominadas corpos de Lewy, que se desenvolvem dentro das células nervosas. Pensa-se que isso pode contribuir para a morte das células cerebrais.

Atualmente, ainda não existe uma causa conhecida para a Demência por Corpos de Lewy e não foram identificados quaisquer fatores de risco.

Diagnóstico:

É diagnosticada pela realização de uma história detalhada do padrão de sintomas e pela exclusão de outras causas, tais como a Demência Vascular e a Doença de Alzheimer.

Um exame de imagem pode revelar uma degeneração cerebral, mas os corpos de Lewy só podem ser identificados pela análise do tecido cerebral após a morte.

Sintomas:

  • Dificuldades de atenção e concentração
  • Confusão extrema
  • Dificuldades em avaliar as distâncias, resultando em quedas
  • Alucinações visuais
  • Parkinsonismo (tremores e rigidez muscular)
  • Flutuação do estado mental (lúcida em alguns momentos e confusa em outros)

Algumas pessoas também podem apresentar delírios e/ou depressão.

Tratamento:

Atualmente não existe cura para a Demência por Corpos de Lewy e deve-se ter cuidado com medicamentos, pois podem agravar os sintomas.

Demência Frontotemporal (DFT)

É um tipo de demência que afeta as regiões frontais e temporais do cérebro. Refere-se a um grupo de distúrbios causados pelo acúmulo da proteína “tau” e outras proteínas que destroem os neurônios nos lobos frontais (atrás da testa) ou nos lobos temporais (atrás das orelhas).

É uma condição progressiva e degenerativa que afeta principalmente as funções cognitivas e comportamentais e pode acontecer em idades mais precoces (antes dos 50 anos).

Entre 10% e 30% dos casos de DFT são hereditários. Além da genética, não há outros fatores de risco conhecidos, embora os pesquisadores estudem o papel da tireoide e da insulina no início da doença.

Sintomas:

Os sintomas variam conforme as áreas afetadas. Existem dois tipos principais:

  • Tipo comportamental:
    • Dificuldade em planejar e sequenciar pensamentos
    • Repetição de palavras ou atividades
    • Perda de interesse pela vida
    • Comportamento impulsivo e socialmente inadequado
  • Afasia progressiva primária:
    • Dificuldade para falar ou entender palavras
    • Arrastar as palavras
    • Dificuldade em reconhecer rostos e objetos
    • Em casos avançados, mutismo 

O segundo tipo é a DFT do neurônio motor, que inclui incapacidade de controlar movimentos ou problemas de equilíbrio.

Diagnóstico:

Ressonância magnética do cérebro pode indicar atrofia em determinadas regiões.

Tratamento:

Não existem terapias atuais para retardar a progressão da DFT. O tratamento é baseado em trabalho multiprofissional e medicamentos sintomáticos.

Aproveite e confira: Incontinência urinária e fecal na doença de Alzheimer

Parkinson

É a segunda doença degenerativa mais frequente e cresce rapidamente.

Está presente em várias faixas etárias. Após os 40 anos, a chance de desenvolver Parkinson triplica a cada 10 anos, sendo os idosos os mais afetados.

Cerca de 1 em cada 5 pessoas (20%) não apresenta tremor.

Sintomas mais comuns:

  • Lentidão de movimento com ou sem tremor
  • Lentidão de movimento com rigidez
  • Lentidão de movimento com alteração postural

O diagnóstico é sempre clínico.

É difícil de diagnosticar no início, pois o progresso é lento e pode afetar apenas um lado do corpo. Muitas vezes o paciente procura primeiro um ortopedista antes de chegar ao neurologista.

Como evitar:

Fatores genéticos e ambientais influenciam: poluição, pesticidas e solventes aumentam o risco. Recomenda-se:

  • Uso de alimentos orgânicos
  • Dieta do Mediterrâneo
  • Exercícios físicos aeróbicos
  • Ingestão de cafeína ao longo da vida
  • Estímulo à proteção celular 

A Associação Brasil Parkinson oferece tratamento interdisciplinar para pacientes e cuidadores, com equipes especializadas (médico, fisioterapeuta, fonoaudióloga, educador físico, entre outros), além de estimular o convívio social e tratamentos avançados.

Deficiência de Vitamina B12

A vitamina B12 participa da produção de energia das células e da manutenção do sistema nervoso. Junto com a vitamina B9, contribui para a formação das hemácias, responsáveis pelo transporte de oxigênio no organismo.

A deficiência pode favorecer quadros de anemia.

Causas:

  • Baixa ingestão de alimentos com vitamina B12
  • Má absorção pelo organismo
  • Uso de alguns medicamentos

Sintomas:

  • Anemia (cansaço, fraqueza e tontura)
  • Perda de peso
  • Alteração do funcionamento do intestino
  • Problemas de memória e disfunções cognitivas
  • Sintomas depressivos
  • Icterícia
  • Despigmentação da pele
  • Sensação de queimação na língua
  • Pequenas fissuras nos cantos da boca

Diagnóstico:

Exame laboratorial.

Tratamento:

Estímulo à alimentação adequada e suplementação.

Leia também: Dicas para estimular a pessoa com Alzheimer