Postado 3 de março de 2026 em Cuidadores, IdososSEO

Existem muitas dúvidas sobre como será o futuro global da saúde, da economia e do meio ambiente, mas do ponto de vista demográfico, uma coisa é certa: a população mundial vai crescer nas próximas décadas e a estrutura etária será mais envelhecida. O mundo terá cada vez mais idosos na população.
O envelhecimento acomete homens e mulheres, porém de forma diferente. Os dados demonstram que para cada 100 mulheres com mais de 60 anos vivas, temos 84 homens.
A maioria dos problemas de saúde enfrentados por pessoas mais velhas são associados a condições crônicas, principalmente doenças não transmissíveis.
Fatores de risco como sedentarismo, diabetes, hipertensão arterial, tabagismo, educação, entre outros, são responsáveis por várias doenças e anos de vida perdidos por incapacidade.
Hábitos saudáveis como:
devem ser estimulados para prevenir ou retardar condições crônicas.
Embora a maior parte dos idosos apresente múltiplos problemas de saúde com o passar do tempo, a idade avançada não implica em dependência. Problemas de saúde podem ser controlados de maneira eficaz, principalmente se forem detectados cedo o suficiente.
Com o envelhecimento da população, os transtornos relacionados à idade, como a demência, tornam-se mais prevalentes e representam significativos desafios para a saúde pública, uma vez que contribuem para a dependência e incapacidade das pessoas acima de 65 anos.
A prevalência das demências dobra a cada 5 anos, a partir dos 65 anos de idade.
Confira: Como diferenciar perda de memória comum de Alzheimer?
As doenças neurodegenerativas são condições incuráveis e debilitantes que resultam em degeneração progressiva e/ou morte das células nervosas.
Podem acometer qualquer indivíduo, mas preferencialmente indivíduos idosos, no período entre 65 e 75 anos, atingindo quase a metade da população de idosos acima de 85 anos.
Atualmente, o paciente com doença neurodegenerativa é acompanhado por uma equipe multidisciplinar com especialistas como neurologista, psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.
O tratamento costuma ser feito com medicamentos que inibem ou retardam a progressão da doença, além de fisioterapia (neurofuncional), fonoaudiologia e terapia ocupacional.
Alguns exemplos de doenças neurodegenerativas são:
A prevalência das demências dobra a cada 5 anos, a partir dos 65 anos de idade.
A demência mais prevalente é a Doença de Alzheimer, mas outras demências podem confundir o diagnóstico.
É causada por diferentes problemas cardiovasculares que comprometem o fluxo de sangue e oxigênio para o cérebro. Isso inclui hipertensão, colesterol alto, arritmias e diabetes.
Provoca declínio cognitivo e funcional por conta da lentificação da atividade elétrica cerebral. Em fases posteriores, a memória pode ser afetada, além de doenças psiquiátricas como depressão.
A progressão costuma ser lenta, mas também há evoluções súbitas.
Além da análise dos sintomas, exames de imagem cerebral podem ser necessários para identificar o problema.
Controlar as condições que afetam a saúde cardiovascular pode retardar a progressão da demência vascular. Medicamentos ajudam a controlar os sintomas cognitivos, a critério do profissional.
Estas doenças ainda não possuem cura, e a degeneração é progressiva, afetando os movimentos e causando perda das funções neurológicas. Por esse motivo, a maior parte dos diagnósticos costuma ser feita de maneira tardia, quando os impactos da morte dos neurônios já são grandes, reduzindo a eficácia dos tratamentos disponíveis.
É causada pela degeneração e morte das células nervosas do cérebro. O nome deriva da presença de estruturas esféricas anormais, denominadas corpos de Lewy, que se desenvolvem dentro das células nervosas. Pensa-se que isso pode contribuir para a morte das células cerebrais.
Atualmente, ainda não existe uma causa conhecida para a Demência por Corpos de Lewy e não foram identificados quaisquer fatores de risco.
É diagnosticada pela realização de uma história detalhada do padrão de sintomas e pela exclusão de outras causas, tais como a Demência Vascular e a Doença de Alzheimer.
Um exame de imagem pode revelar uma degeneração cerebral, mas os corpos de Lewy só podem ser identificados pela análise do tecido cerebral após a morte.
Algumas pessoas também podem apresentar delírios e/ou depressão.
Atualmente não existe cura para a Demência por Corpos de Lewy e deve-se ter cuidado com medicamentos, pois podem agravar os sintomas.
É um tipo de demência que afeta as regiões frontais e temporais do cérebro. Refere-se a um grupo de distúrbios causados pelo acúmulo da proteína “tau” e outras proteínas que destroem os neurônios nos lobos frontais (atrás da testa) ou nos lobos temporais (atrás das orelhas).
É uma condição progressiva e degenerativa que afeta principalmente as funções cognitivas e comportamentais e pode acontecer em idades mais precoces (antes dos 50 anos).
Entre 10% e 30% dos casos de DFT são hereditários. Além da genética, não há outros fatores de risco conhecidos, embora os pesquisadores estudem o papel da tireoide e da insulina no início da doença.
Os sintomas variam conforme as áreas afetadas. Existem dois tipos principais:
O segundo tipo é a DFT do neurônio motor, que inclui incapacidade de controlar movimentos ou problemas de equilíbrio.
Ressonância magnética do cérebro pode indicar atrofia em determinadas regiões.
Não existem terapias atuais para retardar a progressão da DFT. O tratamento é baseado em trabalho multiprofissional e medicamentos sintomáticos.
Aproveite e confira: Incontinência urinária e fecal na doença de Alzheimer
É a segunda doença degenerativa mais frequente e cresce rapidamente.
Está presente em várias faixas etárias. Após os 40 anos, a chance de desenvolver Parkinson triplica a cada 10 anos, sendo os idosos os mais afetados.
Cerca de 1 em cada 5 pessoas (20%) não apresenta tremor.
O diagnóstico é sempre clínico.
É difícil de diagnosticar no início, pois o progresso é lento e pode afetar apenas um lado do corpo. Muitas vezes o paciente procura primeiro um ortopedista antes de chegar ao neurologista.
Fatores genéticos e ambientais influenciam: poluição, pesticidas e solventes aumentam o risco. Recomenda-se:
A Associação Brasil Parkinson oferece tratamento interdisciplinar para pacientes e cuidadores, com equipes especializadas (médico, fisioterapeuta, fonoaudióloga, educador físico, entre outros), além de estimular o convívio social e tratamentos avançados.
A vitamina B12 participa da produção de energia das células e da manutenção do sistema nervoso. Junto com a vitamina B9, contribui para a formação das hemácias, responsáveis pelo transporte de oxigênio no organismo.
A deficiência pode favorecer quadros de anemia.
Exame laboratorial.
Estímulo à alimentação adequada e suplementação.
Leia também: Dicas para estimular a pessoa com Alzheimer