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95% das grávidas têm rotina impactada pelos escapes de urina

incontinencia urinaria na gravidez e puerperio TENA Talks (1)

Em mais uma edição do evento TENA Talks, a marca reuniu em São Paulo especialistas e comunicadores, desta vez para divulgar em primeira mão os dados da pesquisa “TENA: o impacto das perdas de urina na gravidez e no puerpério”. 

Estiveram presentes as representantes TENA e Essity Carla Girólamo, head de Marketing TENA, e Juliana Tavares, gerente de Consumer and Market Understanding (CMU), a consultora da pesquisa, médica ginecologista Joele Lerípio, e a creator Monica Romeiro, do canal Almanaque dos Pais. Após a apresentação da pesquisa, elas participaram de uma roda de conversa e de interações com a plateia, mediadas pela nova embaixadora da marca TENA, Catia Fonseca. 

Escapes de xixi na gravidez

A pesquisa, encomendada por TENA à Okno Núcleo de Estudos, joga luz sobre uma condição que, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), é realidade para cerca de 40% das gestantes no país, mas ainda é marcada por desinformação e estigmas. O levantamento combina etapas qualitativa e quantitativa e revela o impacto físico, emocional e social da condição na rotina feminina. 

O estudo foi conduzido a partir de entrevistas com mulheres brasileiras que vivenciaram episódios de perdas espontâneas de urina durante a gestação e no pós-parto.  

Foram ouvidas gestantes com mais de 24 semanas (mulheres entre 35 e 43 anos) cujo quadro começou na gestação atual; puérperas da mesma faixa etária, com filhos de até 1 ano e que convivem com a condição desde a gravidez; e mulheres de 35 a 50 anos, com filhos de até 7 anos, que desenvolveram os escapes durante a gestação. O objetivo foi compreender percepções, impactos na rotina e nível de informação sobre o tema. 

O impacto das perdas de urina

Entre os dados em destaque, 95% das entrevistadas afirmam que a condição afetou sua rotina. Metade relata episódios de vazamentos duas a três vezes por semana, geralmente com fluxo considerado muito leve. Ainda assim, 84% já passaram por um escape de forma desprevenida, em situações como no trabalho, na casa de terceiros ou em locais públicos. 

O impacto se traduz em mudanças na rotina. Antes de sair de casa, 53% dizem ir ao banheiro preventivamente e 40% procuram saber se haverá sanitário disponível no destino. Em relação ao consumo de líquidos, 45% reduziram a ingestão, enquanto 34% evitam beber à noite. Mudanças no vestuário também são frequentes: 39% alteraram o tipo de roupa, 21% passaram a evitar peças claras ou justas e 5% relatam usar duas peças íntimas como forma de prevenção. 

O constrangimento é um fator central. No primeiro episódio de escape, 82% relatam sentimentos negativos, como vergonha, desconforto e medo, e muitas compartilham a situação apenas com um grupo restrito, geralmente a mãe ou o parceiro. Embora 73% já soubessem que escapes poderiam ocorrer durante a gravidez, principalmente por orientação médica (47%), muitas relatam falta de aprofundamento sobre o tema nas consultas. 

Informação traz segurança e acolhimento

Outro dado que chama atenção é a desinformação sobre formas de manejo: 50% afirmam não saber que existem produtos específicos para incontinência urinária. Parte das entrevistadas relata ter recebido orientação (até mesmo de alguns profissionais) para utilizar absorventes menstruais comuns, alternativa que não resolve adequadamente questões como absorção e controle de odor. 

Para a ginecologista e consultora do estudo, a médica Joele Lerípio, a falta de informação contribui para o sofrimento silencioso. “Embora seja frequente na gestação e no pós-parto, a incontinência urinária não deve ser encarada como algo que a mulher simplesmente precisa aceitar. Existem diferentes abordagens terapêuticas, como fisioterapia pélvica, mudanças comportamentais e, em alguns casos, tratamentos médicos específicos. O primeiro passo é falar sobre o tema e buscar orientação profissional”, explica. 

Segundo a médica, reduzir o consumo de líquidos por conta própria pode trazer outros prejuízos à saúde. “Diminuir a ingestão água e outras bebidas não é uma solução e pode favorecer infecções urinárias e outros problemas. A avaliação individualizada é fundamental para indicar o tratamento mais adequado e melhorar a qualidade de vida da paciente”, completa. 

Carla Girólamo, gerente de Marketing de TENA no Brasil, afirma que o objetivo do levantamento é ampliar o debate público e contribuir para a educação em higiene e saúde. “TENA entende que falar sobre incontinência urinária é uma questão de bem-estar e qualidade de vida. Ao trazer dados concretos sobre a experiência de mulheres brasileiras, buscamos quebrar o tabu e incentivar a busca por informação e tratamento. A condição tem cura em muitos casos e, enquanto está sendo tratada, é importante utilizar produtos desenvolvidos especificamente para essa necessidade, com tecnologia de alta absorção e controle de odor”, recomenda. 

Os resultados reforçam a necessidade de ampliar o acesso à informação qualificada sobre incontinência urinária no pré-natal e no pós-parto, além de incentivar o diálogo entre mulheres e profissionais de saúde. “Quando 95% das mulheres dizem que a condição impactou sua rotina, estamos falando de qualidade de vida. TENA quer contribuir para que esse tema seja tratado com naturalidade, baseado em informação e acolhimento. Quebrar o tabu é essencial para que mais mulheres busquem orientação, conheçam as possibilidades de tratamento e entendam que não precisam enfrentar os escapes sozinhas”, afirma a executiva. 

TENA Talks

Esta foi a terceira edição do TENA Talks, que estreou em 2023 com debate em torno  da pesquisa “Menopausa e Incontinência Urinária, levantamento qualitativo pioneiro encomendado por TENA ao Instituto Data8, com consultoria da No Pausa 

Em 2024, a segunda edição divulgou os resultados da pesquisa “TENA: Incontinência urinária e hábitos de saúde masculina”, realizada pela MindMinders sob encomenda de TENA.