Postado 23 de abril de 2026 em Cuidadores, IdososTENA

A alimentação adequada é fundamental para a saúde e o bem-estar dos idosos, contribuindo para uma vida mais ativa, saudável e com maior qualidade de vida. No entanto, diversos desafios podem dificultar uma alimentação nutritiva na terceira idade, especialmente em casos de idosos com Alzheimer.
Entre as dificuldades mais comuns estão as lesões orais, a ausência de dentes ou a dificuldade de mastigação, que tornam o ato de comer mais complicado. Além disso, alimentos com consistência de difícil deglutição podem representar riscos e desestimular o consumo.
Muitos idosos com Alzheimer apresentam aumento da preferência por alimentos úmidos, pastosos e líquidos, pois esses são mais fáceis de engolir. Outro aspecto importante é a mudança na percepção sensorial:
Sobre a doença de Alzheimer e seus desdobramentos
A hidratação da pessoa idosa também é um grande desafio. Em geral, esses indivíduos não sentem sede porque o centro regulador da sede no cérebro, que envia o sinal de que precisamos beber água, fica menos sensível com a idade.
É fundamental que a água seja oferecida várias vezes ao dia, mesmo que em pequenas doses, pois os idosos tendem a perder mais líquidos pela pele ou pela respiração. Além disso, o organismo deles pode não funcionar tão bem na absorção e distribuição de líquidos, o que aumenta o risco de desidratação.
A desidratação pode ter consequências desastrosas tais como:
Muitas vezes, a água pode ser substituída por sucos (de preferência sem açúcar), chás ou frutas que auxiliam na hidratação como: melancia, melão, abacaxi, mamão, laranja, morango e acerola. Além de hidratarem, essas frutas fornecem vitaminas e nutrientes importantes para a saúde.
Dicas para estimular pessoas com Alzheimer.
Algumas pessoas idosas podem apresentar disfagia, que é a dificuldade de engolir alimentos e líquidos. Essa condição pode fazer com que o indivíduo sinta que a comida ou bebida “arranha” a garganta ou fica “presa” ao passar, além de relatar que machucou a região ao deglutir. É importante destacar que a disfagia é um sintoma, não uma doença, e pode estar relacionada a diversas condições.
Os sintomas mais comuns da disfagia incluem:
Esses sinais indicam que a pessoa pode estar tendo dificuldades ao engolir, o que aumenta o risco de engasgos e de ingestão inadequada de alimentos. Tudo isso pode reduzir a ingestão calórica e a qualidade do que é consumido, sendo necessário, muitas vezes, enriquecer os alimentos para garantir que o idoso receba os nutrientes essenciais.
Neste caso, é importante uma consultoria com nutricionista e/ou fonoaudiólogo que podem sugerir dietas direcionadas, exercícios de deglutição e alertar para situações de risco.
Outro fator que influencia na alimentação é o ambiente: ambientes estressantes, com barulhos ou pressa, além da impaciência quanto à demora para se alimentar, podem prejudicar o momento da refeição.
Por isso, é fundamental que familiares, cuidadores e profissionais de saúde estejam atentos a essas dificuldades. Adaptações na preparação das refeições, como alimentos mais macios, pastosos ou líquidos, além de criar um ambiente tranquilo e acolhedor, podem fazer toda a diferença. Incentivar a alimentação de forma paciente, carinhosa e com atenção às percepções sensoriais e sinais de
disfagia ajuda a promover uma experiência mais prazerosa e segura para os idosos, especialmente aqueles com Alzheimer.
Manter esta pessoa na rotina alimentar da casa é muito importante, pois o contato com familiares ou outros idosos pode melhorar a autoestima, incentivar conversas, melhorar a aceitação do alimento. Além disto, o respeito aos hábitos e gostos individuais é fundamental para uma vida de maior qualidade. Assim, podemos garantir que eles mantenham uma alimentação equilibrada, fortalecendo sua saúde, disposição e bem-estar.
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