Postado 4 de fevereiro de 2026 em MulheresTENA

Uma das condições mais silenciosas e que afeta diretamente a qualidade de vida da mulher na menopausa é a osteoporose.
Segundo a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), a partir dos 50 anos, as mulheres têm mais chances de desenvolver osteoporose. E o Ministério da Saúde estima que cerca de 50% das mulheres nessa faixa etária devem sofrer uma fratura decorrente da osteoporose em algum momento da vida.
Imagine seus ossos como uma estrutura viva e em constante renovação. Ao longo da vida, células especializadas trabalham para remover o tecido ósseo antigo (processo chamado de reabsorção) e construir um tecido novo (formação óssea). É um equilíbrio dinâmico que mantém os ossos fortes e saudáveis.
A osteoporose acontece quando esse equilíbrio se rompe. O corpo humano começa a reabsorver mais tecido ósseo do que consegue formar. Isso começa em média a partir dos 30 anos, e vai se intensificando gradualmente: com o tempo, os ossos se tornam mais porosos, frágeis e perdem densidade, ficando com a aparência de uma esponja. Daí o nome, que significa “osso poroso”.
Essa fragilidade aumenta o risco de fraturas, mesmo com pequenos impactos ou quedas simples. As fraturas mais comuns ocorrem na coluna (vértebras), no quadril (fêmur) e no punho. E o mais assustador é que a doença é silenciosa. Muitas vezes, o primeiro sinal é justamente uma fratura.
A resposta para essa pergunta está em um hormônio crucial para a saúde feminina: o estrogênio. Antes da menopausa, os ovários produzem uma quantidade regular de estrogênio, que desempenha um papel vital na proteção dos ossos. Esse hormônio ajuda a inibir a ação das células que destroem o tecido ósseo (os osteoclastos) e estimula a atividade das células que o constroem (os osteoblastos).
Com a chegada da menopausa, a produção de estrogênio cai drasticamente. Essa queda hormonal, que é abrupta e natural, desregula o processo de renovação óssea. Sem a proteção do estrogênio, a reabsorção óssea acelera, enquanto a formação de novos ossos não acompanha o ritmo.
O resultado é uma perda acelerada de massa óssea, que torna as mulheres mais suscetíveis à osteoporose. É por isso que, mesmo que a doença possa afetar homens e mulheres de todas as idades, o grupo de maior risco são as mulheres após a menopausa.
Outros fatores de risco também contribuem para o desenvolvimento da osteoporose, como:
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O diagnóstico precoce é a chave para evitar as fraturas e garantir uma vida mais saudável. Por ser uma doença silenciosa, o principal exame para detectar a perda de densidade óssea é a densitometria óssea.
Esse exame é rápido, indolor e usa uma pequena quantidade de radiação para medir a densidade mineral dos ossos em locais como a coluna e o fêmur. Com base nos resultados, o médico pode determinar se a paciente tem osteoporose ou osteopenia (uma condição intermediária, que é um alerta de que a densidade óssea está abaixo do normal, mas ainda não é considerada osteoporose).
A recomendação é que mulheres na menopausa, na pós menopausa ou na menopausa cirúrgica (quando foi necessário a remoção dos dois ovários), realizem a Densitometria Óssea. Outros fatores de risco, como menopausa precoce, histórico familiar de osteoporose ou fraturas, também são considerados para a indicação médica do exame.
O acompanhamento regular com um ginecologista ou um endocrinologista é essencial para avaliar o risco individual e decidir a frequência dos exames.
O tratamento da osteoporose é focado em prevenir fraturas e fortalecer os ossos. Ele geralmente envolve uma combinação de mudanças no estilo de vida e medicamentos.
O diagnóstico de osteoporose não deve ser motivo de medo. Com o tratamento correto e um estilo de vida saudável, é possível manter a qualidade de vida e a independência, evitando as complicações da doença.